segunda-feira, 10 de junho de 2013

ANTÓNIO DE SOUSA

António José Fernandes de Sousa, filho de um funcionário do Banco Nacional Ultramarino, nasceu a 18 de Fevereiro de 1955 na Freguesia de São Jorge de Arroios, em Lisboa. Licenciou-se em Administração e Gestão de Empresas na Universidade Católica Portuguesa em 1977. Em 1983, doutorou-se em Gestão de Empresas (área de Planeamento Estratégico) na Wharton School da University of Pennsylvânia.
Foi professor na Universidade Católica de 1975 a 1991. Foi administrador do IPE (Instituto de Participações do Estado) em 1986 e 1987.
Foi Secretário de Estado da Indústria no governo de Cavaco Silva, entre 1987 e 1989, sendo Ministro da Indústria e da Energia, Luís Mira Amaral.
No terceiro governo de Cavaco Silva foi Secretário de Estado Adjunto e do Comércio Externo (1991-1993), sendo Ministro do Comércio e Turismo, Fernando Faria de Oliveira e Secretário de Estado Adjunto e das Finanças (1993-1994), sendo Ministro da Finanças, Eduardo Catroga.
Em 1994 deixou a secretaria de Estado das Finanças e foi nomeado pelo seu Ministro, Eduardo Catroga, governador do Banco de Portugal, cargo que manteve até 2000.
Em 2000 foi para presidente do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos e, em consequência e concomitantemente, presidente do Conselho de Gestão do Banco Nacional Ultramarino.
Sob a sua presidência, em 28.05.2001 foi deliberada a fusão do BNU com a Caixa Geral de Depósitos e em 23.07.2001, é concretizada a fusão por incorporação, mediante a transferência global do património da sociedade “Banco Nacional Ultramarino S.A." para a "Caixa Geral de Depósitos S.A."
O dia 23.07.2001 é, assim, o dia do funeral do já moribundo BNU, que deixou oficialmente de existir, embora os dísticos das dependências, nas contas, nos cheques, nos cartões, etc., só desapareçam na missa de aniversário, um ano depois, Julho de 2002.
Mantém-se o nome do BNU em Macau e Timor, mas na condição de subsidiário da Caixa Geral de Depósitos, detentor da totalidade do capital social.
O Dr. António de Sousa saiu da Caixa Geral de Depósitos em 2004, incompatibilizado com o seu antigo protetor e ministro, Luís Mira Amaral, que, como Presidente da Comissão Executiva da CGD, colocado pela Drª Manuela Ferreira Leite, ministra das Finanças de Durão Barroso, queria ter poderes que invadiam a esfera do Dr. António Sousa. Bagão Felix, ministro das Finanças de Santana Lopes, acabou com a guerra, pondo ambos fora da CGD, ao que parece com uma boa reforma.

assinaturas de A. de Sousa
 

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