sexta-feira, 18 de maio de 2012

VISITA AO MUDE

Então lá fomos nós visitar a sede do BNU da Rua Augusta.
A Srª Dra Maria de Lurdes Sales Batista recebeu-nos na entrada e encaminhou-nos para a sala das assembleias do BNU, no 2º andar. Veio então a Srª Drª Bárbara Coutinho, Diretora do Mude, para nos fazer a apresentação do edifício e do projeto MUDE (Museu do Design e da Moda), o que deu azo a um diálogo interessante connosco.


Seguiu-se depois um périplo pelo edifício, até ao 6º andar.
O entusiasmo foi mútuo, da nossa parte ficámos fascinados com o projeto MUDE e, pelo que vimos, da parte de direção do MUDE, também houve grande interesse nas dicas que os colegas foram dando sobre a evolução do edíficio. Aqui estava isto, ali aquilo. Antes das obras de 1964 era assim depois passou a ser assim.
Nenhum colega levou qualquer foto das instalações do nosso tempo. E isso pode ser interessante para o projeto que a direção do MUDE quer levar a efeito.


Tirando a sala D. Luis, os corredores e gabinetes da administração no 1º e 2º andares, a sala das assembleias e o refeitório do 6º andar, que se mantêm, pouco mais ficou.
Segundo a Drª Bárbara, o edifício vai ficar tal e qual como está, com alguns melhoramentos que necessáriamente terão de ser feitos para a utilização do edifício, por exemplo, colocação de elevadores porque não há nenhum a funcionar nem aproveitável, o que é indispensável para os visitantes com dificuldades de mobilidade.
O edifício estava a ser preparado para obras de profunda remodelação pela Caixa Geral de Depósitos, quando um artigo de jornal levantou um problema relacionado com valores arquitetónicos do edifício, que provocou a intervenção do IPAR e da Câmara de Lisboa, que fizeram parar as obras.
Quando a Câmara adquiriu o edifício, este estava na situação em está agora, ou seja a meio caminho entre a demolição do interior para reconstrução com adaptação a um projeto moderno. Isto é, não chegou a completar-se a demolição do interior.
A Srª Drª Bárbara ficou entusiasmada com o edifício para instalação do Museu da Moda com base em coleção em poder da Câmara de Lisboa e propôs que se utilizasse o edifício pondo em prática um conceito inovador em termos de Museu, que seria um Museu em construção, em evolução. E o nome MUDE foi escolhido também querendo significar o imperativo do verbo mudar.
Neste conceito está a preservação da história do edifício, não mexendo naquilo que não foi demolido nem reconstruindo as partes que foram demolidas, nem tapando as paredes que foram descarnadas.
Segundo parece, as atuais instalações descarnadas que, de inicio desgradaram aos visitantes, estão agora a ser bem aceites e aparecem arquitetos e engenheiros a pedir que não tapem nada porque devem ficar à mostra as técnicas de construção que foram utilizadas.
Está em andamento um acordo com a SAPO para instalar em cada andar e cada recanto do edifício uma plataforma que mostre o que era o edifício antes e a evolução que teve até agora. Para isso são necessárias as fotos, algumas já tem o MUDE, mas pode haver sempre algumas de interesse em poder dos colegas.


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Também o nosso colega Matos levantou a ideia de haver vídeos com depoimentos de colegas que tivessem trabalhado no edifício e que falassem sobre a sua história ou histórias que ali se passaram. Esses vídeos seriam projetados no próprio edifício.
A Srª Drª Bárbara gostou da ideia e disse que tinha o equipamento e os meios para fazer esses vídeos e que ficava à espera que alguém se oferecesse.
A Srª Drª Maria de Lurdes ficou com os nossos contactos para nos avizar dos diversos acontecimentos que ali se vão fazendo para visitarmos.
Só digo que é um projeto do melhor para manter as nossas memórias e valorizar a casa onde tantos de nós passamos o melhor das nossas vidas.
Estejamos atentos para vermos a evolução do aproveitamento de todo o edifício. Atualmente, só o rés-do-chão está sem problemas para visitar com segurança e sem limitação de pessoas com falta de mobilidade.
Olha quem encontrámos à saida. Andava por ali a passear, a recordar...
O Mascarenhas
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Depois do almoço, encontramos o grupo do Cotovio e Matos de Carvalho
que vinham de outro almoço de BNUs.

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