sexta-feira, 25 de maio de 2012

TIMOR - 100 ANOS


O Banco Nacional Ultramarino foi o primeiro Banco a instalar-se em Timor, sendo actualmente o Banco mais antigo a operar no território.
Inicialmente, e instado por obrigações acordadas com o Estado Português, estabeleceu um representante sediado na Companhia de Timor, em 1902. Tal medida provisória deveu-se às dificuldades logísticas inerentes à grande distância entre Timor e a Metrópole portuguesa.

A inauguração da primeira Agência Bancária, em edifício próprio, ocorre em 1912, na capital timorense, Díli. Três anos mais tarde, em 1915, começam a circular as primeiras notas privativas para Timor-Leste.
Este primeiro edifício albergou o Banco até à invasão japonesa da ilha aquando da II Guerra Mundial. Durante esse período de ocupação, muitos foram os habitantes timorenses e portugueses enviados para campos de prisioneiros, onde muitos acabaram por falecer. Tal foi o caso do Gerente do BNU, João Jorge Duarte, num campo na ilha de Alor.
Com o fim da guerra, a reocupação portuguesa de Timor-Leste trouxe a introdução da primeira moeda metálica. Um delegado da Administração do BNU reabre, provisoriamente, a Agência do BNU nas instalações da Sociedade Agrícola Pátria e Trabalho.
Por forma a ultrapassar as insuficiências destas instalações, que não respondiam às diferentes necessidades do Banco, foi construído de raiz um novo edifício, em Díli, que foi inaugurado em 1968.

Novo foco de instabilidade política e social, decorrente da guerra civil de 1975, que se anunciava, conduziu à suspensão da actividade da Agência.
Seguiram-se os anos da ocupação Indonésia e as suas provações que perduraram até 1999. Um largo movimento internacional e a intervenção duma força da ONU permitiram a transição de Timor-Leste para a independência, tendo o Grupo Caixa Geral de Depósitos estado presente, desde a primeira hora, no processo de reconstrução do país, nomeadamente através da abertura de uma Agência nesse mesmo ano.
Após recuperação do anterior edifício da filial do BNU (Banco, entretanto, incorporado no Grupo CGD1 ), a Sucursal CGD/BNU de Timor-Leste reabriu ao público, a 10 Julho de 2001, confirmando e reforçando uma duradoura presença bancária nesse país.


Como atesta a retrospectiva de mais de 100 anos do Grupo Caixa Geral de Depósitos em Timor-Leste, a presença de uma instituição financeira portuguesa em Timor-Leste foi, em vários momentos da sua centenária história, uma tarefa árdua, numa realidade difícil. Uma presença apenas interrompida nos períodos mais conturbados dos últimos 100 anos da história de Timor – Leste.
Actualmente, a Sucursal do Grupo CGD em Timor-Leste dispõe de oito Agências, distribuídas por sete capitais de distrito, sendo intenção do Grupo a cobertura de todo o País.
Está, igualmente, em curso a modernização de toda a Rede Comercial do Grupo Caixa Geral de Depósitos no território, visando prestar mais e melhores serviços aos seus Clientes e à Comunidade Timorense, em linha com as responsabilidades de uma marca centenária, indissociavelmente ligado à história de Timor-Leste.
Refira-se que, para além de Timor-Leste, o Grupo Caixa Geral de Depósitos está também presente com a marca BNU: em Macau, desde 1902 - comemorando, este ano o 110º aniversário; na Índia, desde 1868 – ano em que abriu a sua primeira Agência em Pangim -, celebrando este ano 144 anos; e, mais recentemente, em Xangai, onde está desde 2006.
Também nestes países a marca centenária BNU, do Grupo Caixa Geral de Depósitos, tem uma forte notoriedade. A este reconhecimento não será alheia a qualidade de Banco emissor de moeda ao longo do tempo - qualidade que mantém em Macau.
O Grupo Caixa Geral de Depósitos tem vindo, ao longo da sua história, a reforçar a sua presença no Mundo, estando em 23 países, incluindo os de Língua Portuguesa, ao serviço de Portugal e das Comunidades Portuguesas e dos Países em que está inserido.

Fonte: Centro de Documentação da CGD

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