domingo, 10 de julho de 2016

DR. MÁRIO QUINA

Sr. Prof. Dr. Mário Gentil Quina, nasceu no dia 1 de Janeiro de 1930, no Estoril.
Em 1952 formou-se em Medicina. Em 1970, foi admitido como assistente de Medicina Interna na faculdade de Medicina de Universidade de Lisboa e em 1974 professor catedrático de Medicina, na mesma faculdade. A partir de 1977, professor de Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Nova de Lisboa, responsável pela cadeira de Medicina Interna e Gastroenterologia.
Nos jogos Olímpicos de Roma de 1960, ganhou, com o irmão, José Manuel, a medalha de Prata de Vela, classe Star.
Trabalhou como médico no Centro de Saúde do Banco Nacional Ultramarino, na Rua dos Correeiros.
Qual o empregado do BNU que não se lembra do Sr. Dr. Mário Quina, da sua competência, do seu interesse, da sua extraordinária educação a atender-nos? Lembro-me perfeitamente de ter recorrido a ele naquele centro, cheio de febre e de ter ido para casa sem esperar pela consulta. Quando cheguei a casa, meti-me na cama e ele telefonou-me logo a perguntar o que que se passava e deu-me as orientações que devia seguir. Já não sei como evoluiu a coisa, mas já lá vão mais de 40 anos e cá continuamos.
Quando a minha Mãe teve problemas de vesícula, levei-a ao consultório do Dr. Mário Quina. Foi do melhor.
Vi-o agora na televisão a falar da sua medalha olímpica. 86 anos e continua com sua imagem de homem sempre impecavelmente apresentado.




quarta-feira, 30 de março de 2016

HOTEL MONTE PALACE

Há tempos, fui procurado por um jornalista, que queria escrever um livro sobre o Dr. José Oliveira e Costa.
Estava no auge toda e qualquer informação sobre o homem considerado o maior malfeitor de Portugal que obrigou o país inteiro a resgatar (=ter de pagar) a maior aldrabice bancária do último século: O Banco Português de Negócios (BPN).
Atualmente, o assunto está morto e enterrado e o Dr. Oliveira e Costa, esquecido da curiosidade das televisões, gozará a sua reforma nalgum recanto do seu lar. Conhecendo os trâmites das operações bancárias e a generalidade da ignorância destas operações pelos agentes judiciários que povoam os nossos tribunais, não me admira que ele e todos os outros que enterraram o nosso sistema bancário, saiam deste imbróglio financeiro, absolvidos ou com uma pena que entretanto já foi cumprida. O que havia a pagar, pago está (por todos nós).
Voltando ao jornalista. Queria alguma informação sobre a atividade do Dr. Oliveira e Costa no BNU, com base no que leu neste blog, no post sobre a presidência do Dr. Oliveira Marques. Dei alguns elementos sobre o BNU ao jornalista, que ficou de me informar do dia da apresentação do seu livro, mas, até agora, nada recebi.
No dia a seguir ao encontro com o jornalista, cruzei-me na rua com um antigo diretor do BNU e contei-lhe o caso. Ele disse-me, então, que o primeiro grande (no prejuízo) negócio do Dr. Oliveira Costa,  foi a contratação da entrada do BNU no financiamento dos hotéis da I.A.T.H. (Indústria Açoreana Turístico Hoteleira) S. A.
O Dr. Oliveira e Costa foi nomeado por Sá Carneiro para vice-presidente do BNU em 16 de Julho de 1980 e saiu no final de 1982.
A I.A.T.H. foi fundada em 1977, promovendo a construção de dois hotéis de luxo na Ilha de S. Miguel, Açores, um à beira mar (Hotel Bahia Palace, atualmente em funcionamento como hotel de 4 estrelas) e outro no miradouro da lagoa das sete cidades (Hotel Monte Palace, antigo 5 estrelas, atualmente entregue aos ratos).
vista da lagoa das sete cidades desde o hotel Monte Palace

Para a construção dos hotéis foram contraídos empréstimos de milhões de contos na Banca Internacional que foram avalizados pelo BNU, por resolução do vice-presidente Dr. Oliveira e Costa. Dada a incapacidade da empresa, o BNU teve de ir pagando os encargos da dívida.
O Dr. Mário Adegas, presidente do BNU desde 1983 a 1987, passou o seu mandato a queixar-se das consequências daquele negócio e a tentar salvar o Banco da situação em que estava metido e que agravava os prejuízos todos os semestres.
O Hotel Monte Palace foi um projeto megalómano, que já foi objeto de várias reportagens, que ressaltam a insensatez do projeto que avançou com o apoio do BNU, que teve de arcar com os prejuízos.
Tinha uma suite presidencial, 4 grandes suites de luxo, 4 quartos duplos com saleta, 27 quartos duplos, 52 suites juniores, 2 restaurantes, um bar americano, uma discoteca, salas de jogos, 3 salas de conferência, um banco, cabeleireiro, tabacaria, boutiques e lojas.
Funcionou de Abril de 1989 até finais de 1990. Ficou fechado e guardado até 2011 e, por falta de pagamento aos guardas, foi então abandonado e atualmente está como documentam as fotos que tirei neste fim da ano.






O Sr. Jorge Anastácio foi encarregado pelo Dr. Mário Adegas de representar o Banco na IATH e todos nos lembramos (eu lembro) de ele andar com o dossier da I.A.T.H. nos corredores do Banco.
Na ata da reunião do Conselho de Gestão do BNU de 28.09.1988, a presidente Drª Manuela Morgado "deu conhecimento ao Conselho de uma informação elaborada pelo representante do BNU junto da IATH, Sr. Jorge Anastácio, datada de 28.9.88, sobre o encerramento das contas dos exercícios de  1984 a 1987 inclusive." O conselho deu acordo a que o Sr. Jorge Anastácio aprovasse as contas nas reuniões a realizar no subsequente fim de semana, com o prejuízo de 6 300 mil contos (31 500 mil euros). Atualizando os valores, esta quantia corresponde a vários milhões de pregos para o caixão que levou o BNU à sepultura.
Reunião da IATH, com o Sr. Jorge Anástacio

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ALMOÇOS DE NATAL

Os almoços das 5ªs-feiras, promovidas pelo Sr. Araújo dos antigos colegas da Administração de Bens.
No Natal, o almoço é mais certo. E então, lá estivemos, falando de tudo e sobretudo do BNU. Nunca acabará enquanto quisermos. 
 
 







RECORDANDO AMIGOS

Saudade do nosso amigo Joaquim Almeida e Silva

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

ENCONTROS DE NATAL

Pelo menos no Natal, mantemos a chama do nosso passado BNU.
O Sr. João Araújo, da antiga administração de bens do BNU e que fez agora 25 anos de reformado, mantém uma tertúlia todas as 5ªs-feiras no restaurante Ti Lurdes, ao Campo Pequeno.
Esta quinta feira, congregou 19 companheiros do nosso Banco.
Falamos de tudo, lembrámos, uns melhor outros menos mal.
A vida é curta e é muito boa.








Também o grupo do Zé Manuel, que ainda está na CGD, foi à Ti Lurdes.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

JÓIAS DE GOA

Vale a pena ler o excelente artigo que o Sr. Dr. Zacarias Dias, coordenador do Gabinete do Património Histórico da Caixa Geral de Depósitos, que está disponível no site da CGD.
Mais uma vez é ressaltada a ação do nosso amigo Sr. Jorge Anastácio e o importante papel que a Banco Nacional Ultramarino desempenhava nas colónias portuguesas da Índia.

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

HERDEIROS DOS CHAMIÇOS

O fundador do BNU, Francisco de Oliveira Chamiço, casou com Claudina de Freitas Guimarães. Não tiveram filhos.
Tinha dois irmãos, Eduardo de Oliveira Chamiço, que faleceu sem filhos e Fortunato de Oliveira Chamiço, fundador da casa bancária Fortunato Chamiço Júnior (que se converteu em Banco Totta) e que teve uma filha, que por sua vez não teve filhos.
Da parte dos Chamiços, portanto, não sobreviveu nenhum herdeiro direto.
A D. Claudina de Freitas Guimarães, viúva de Francisco Chamiço, herdou toda a fortuna da família Chamiço e quando faleceu, em 1913, com 92 anos, os seus herdeiros foram os filhos do seu irmão Narciso de Freitas Guimarães.
Este Narciso Guimarães casou com Adéle Josephine Holweck, de quem teve a filha Amélia de Freitas Guimarães.
Amélia de Freitas Guimarães, única sobrinha da D. Claudina e sua herdeira, casou com António José de Carvalho, de quem teve cinco filhos, Maria do Carmo Carvalho, Frederico José de Carvalho, Amélia Claudina de Carvalho, Alice Guimarães de Carvalho e Carlos José de Carvalho.
Destes cinco filhos da D. Amélia de Freitas Guimarães, casaram três que tiveram descendência. Por isso vamos considerar estes três ramos de descendência.
1º - Frederico José de Carvalho casou com Ana de Lima Mayer.
Tiveram quatro filhos. Todos casaram e tiveram descendência:
1º A - João Frederico Mayer de Carvalho casou com Maria Joana de Bourbon Menezes Pitta de Mello Osório.
Tiveram cinco filhos:
- Ana Filipa Filomena Osório Mayer de Carvalho, que casou com João Sacadura Botte.
- Teresa Vera Martinha Osório Mayer de Carvalho
- Joana Maria Inês Osório Mayer de Carvalho
- Vera Inês Maria Mayer de Carvalho
- João Frederico Osório Mayer de Carvalho.
1º B - Vera Mayer de Carvalho casou com Manuel Grousclaude Beja.
Tiveram cinco filhos:
- Verónica Mayer de Carvalho Beja
- Isabel Mayer de Carvalho Beja
- Miguel Mayer de Carvalho Beja
- Bernardo Mayer de Carvalho Beja
- Ana Mayer de Carvalho Beja
1º C - Duarte Mayer de Carvalho casou com Maria Luísa Ottolini da Rocha e Melo.
Tiveram dois filhos:
1º C 1 - António José Rocha e Melo de Carvalho casou com Pilar Luísa Arriaga Pinto Basto, de quem teve três filhos:
- Diana Pinto Basto de Carvalho
- Vera Pinto Basto Carvalho e
- João Frederico Pinto Basto Carvalho
1º C 2  - Vera Maria Rocha e Melo de Carvalho casou com Martin Roderick Stilwell, de quem teve quatro filhos:
1º C 2.1 - Sofia de Carvalho Sillwell casou com José Diogo G. Themudo Gilman, de quem teve três filhos:
- Maria Luísa Stillwell Themudo
- António Stillwell Themudo e
- Maria Teresa Stillwell Themudo
1º C 2.2 - Duarte Carvalho Stillwell
1º C 2.3 - Francisco Carvalho Stillwell casou Maria Inês Crespo Marques, de quem teve três filhos:
- Maria Marques Stillwell
- Duarte Marques Stillwell
- Francisco Marques Stillwell
1º C 2.4 - Martim Carvalho Stillwell
1º D - Miguel Mayer de Carvalho casou com Maria Emília Gonçalves Zarco da Câmara, de quem teve oito filhos:
- Frederico da Câmara de Carvalho
- José Miguel da Câmara de Carvalho
- José Maria  da Câmara de Carvalho
- Maria Ana  da Câmara de Carvalho
- Maria João  da Câmara de Carvalho
- Amélia da Câmara de Carvalho
- Maria  da Câmara de Carvalho
- Maria da Pureza  da Câmara de Carvalho
2º - Amélia Claudina de Carvalho casou com Óscar da Silveira Maia, de quem teve cinco filhos:
2º A - Amélia Carvalho Maia casou com Rui Maurício Corrêa Henriques, de quem teve dois filhos:
2º A 1 - Leonor Corrêa Henriques, que teve quatro filhos:
- Francisco Corrêa Henriques Avillez
- Martim Corrêa Henriques Avillez
- Maria Corrêa Henriques Avillez
- Isabel Correa Henriques Avillez
2º A 2 - António Maurício Corrêa Henriques que teve três filhos:
- Rui Corrêa Henriques
- Carolina Corrêa Henriques
- Francisco Corrêa Henriques
2º B - Maria Tereza Carvalho Maia casou com Filipe de Lima Mayer, de quem teve três filhos:
- João Filipe Maia de Lima Mayer
- Luísa Maria Maia de Lima Mayer
- Mariana Tereza Maia de Lima Mayer
2º C - Maria do Carmo Carvalho Maia casou com Augusto de Lima Mayer, de quem teve oito filhos:
- Thomaz Maia de Lima Mayer casou com Maria José Borges Coutinho de Medeiros, de quem teve a filha Mariana do Carmo Borges Coutinho de Lima Mayer
- Duarte Maia de Lima Mayer
- Nuno Maia de Lima Mayer
- Martim Maia de Lima Mayer
- Madalena Maia de Lima Mayer
- Diogo Maria Maia de Lima Mayer
- Maria do Carmo Maia de Lima Mayer
- Catarina Maia de Lima Mayer
2º D - António Carvalho Maia que casou com Gladys Alda Allen
2º E Maria Isabel Carvalho Maia casou com Bernardo de Lima Mayer, de quem teve quatro filhos:
- Frederico  Maia de Lima Mayer que casou com Maria Lívia Sobral Lobo de Vasconcelos
- Isabel Mónica Maia de Lima Mayer que casou com Adriano José Alves Moreira
- Gonçalo Maia de Lima Mayer
- Marta Maia de Lima Mayer
3º - Carlos José de Carvalho casou com Margareth May Jackson, de quem teve a filha
- Diana Palmela Patrícia Jackson de Carvalho, que casou com António Castello Branco Penalva, de quem teve dois filhos:
- Jorge de Carvalho Penalva
- Carlos José de Carvalho Penalva casado com Maria Luísa de Mello Miranda Mendes.