sexta-feira, 27 de abril de 2012

RUA AUGUSTA - CENTENÁRIO

No próximo dia 16 de Maio, faz anos 148 anos o BNU. Há precisamente 48 anos que o Banco comemorou o centenário da sua fundação e para o evento foram preparadas obras de remodelalação da sede da Rua Augusta. 
Para recordarmos como ficou o interior apresentamos fotos que nos foram dispensadas pelo Arquivo Histórico da Caixa Geral de Depósitos, com os agradececimentos aos Drs. Zacarias Rito Dias e Rui Miguel Costa   

Sede da R. Augusta antes das obras do centenário

16 Maio 1964 - Rua Augusta engalanada para o centenário
















Balcão do résdo-chão - Câmbios



Rés-do-chão




No Rés-do-chão escadas para a cave - cofres






1º andar



Sala D. Luís



Gabinetes da administração











sala das assembleias gerais





Gabinete do governador




6º andar




Apresentação à imprensa da nova sede










quarta-feira, 18 de abril de 2012

POR TERRAS DO ORIENTE



Já não me deslocava a Macau desde Julho de 2004.
No dia 9 de Janeiro voltei a meter-me no avião e lá fui para mais uma viagem de mais uma dezena de horas. De Lisboa a Macau é de facto uma viagem longa e  cansativa  que só pode ser feita por gosto.
Entre as várias alternativas, optei pela Lufthansa e lá parti para Munique. Depois de uma espera de cerca de cinco horas no aeroporto lá começou mais uma etapa. Esta bem mais longa, já que ultrapassou uma dezena de horas a viagem até Hong Kong.  O tratamento naquela companhia num A340-600 foi ótimo, fazendo-me lembrar outras viagens.
Fiquei mais uma vez maravilhado com esta cidade (Hong Kong). Há quem goste de Nova Iorque, mas eu continuo a preferir esta cidade do Oriente. É simplesmente maravilhosa. Aqui pode sempre encontrar tudo quanto possa imaginar. Os seus sonhos serão sempre satisfeitos, para tanto “basta sonhar”.

Depois de mais uma espera, lá apanhei o jetfoil para a cidade do Santo Nome de Deus, Macau. Mais uma novidade, agora o jetfoil sai mesmo do aeroporto, facilitando o acesso ao “jogo” mas suprime uma parte muito importante da viagem, o primeiro contacto com a cidade “QUE NUNCA DORME”, Hong Kong. Eterno ponto de partida para outros sonhos, outros destinos.
Macau não tem nada a ver com aquela que eu havia deixado em finais de 2001. Mesmo as alterações surgidas depois de 2004 são simplesmente fabulosas. As pessoas são aos milhares. Em hora de ponta, e são quase todas, só se consegue andar ao ritmo de caranguejo. Ali ninguém tem pressa. As horas vão passar sem dar por isso.
Tinha-me esquecido que o “Ano Novo Chinês” era mais cedo este ano. Iria começar nessa mesma semana e prolongar-se até ao final do mês. A festa do Ano Novo é digna de ser vista. As entradas em Macau mais que duplicam. Se já era difícil andar nas ruas, agora é quase impossível.
Os hotéis esgotam. Os restaurantes permanecem cheios de manhã á noite. Nos casinos perdem-se milhões em segundos.

Os hotéis com mais de mil camas já são mais de uma dúzia. Cada um com a sua frota de autocarros que percorrem as ruas de Macau noite e dia. Transportam pessoas do cais, do aeroporto, da Porta do Cerco e de hotéis para hotéis sem descanso. Tudo grátis. Isto para não falar de restaurantes com estrelas Michelin. Macau tem mais destes restaurantes que Portugal inteiro.
Mas se se optar pelo transporte de autocarros de carreira ou táxi, também não sentirá muito o seu custo. Claro que os táxis continuam a ser um problema em Macau. Na generalidade só falam Cantonense e as simpatias são poucas. Ainda estou á espera de conseguir arrancar um sorriso a esses profissionais do volante.
O “Ano Novo Chinês” começa com o fechar das lojas. É nessa altura que os donos queimam os “panchões” para afastar os “maus espíritos”. Dantes era um barulho ensurdecedor com papeis a voar por todo o lado. Agora existem algumas regras e locais específicos para queimarem os panchões. No entanto existe sempre quem opte por continuar a fazê-lo á porta do estabelecimento.
Depois de um sono reparador, lá parti para a minha primeira caminhada. O hotel escolhido ficava a poucos metros do BNU. Assim não foi difícil chegar até lá.
A primeira surpresa foi ao constatar que o Banco não apresentava qualquer sinal exterior da data que se comemorava (Ano do Dragão). Durante os anos que lá trabalhei os enfeites eram feitos com uma semana de antecedência e retirados no dia seguinte ao final do Ano Novo. No terraço que separa o edifício colonial da nova estrutura chegou a ser montado um comboio que transportava o “Boas Festas e Kung Hei Fat Shoi”. As pessoas paravam para ver aquele comboio e apreciar o desenho das letras tanto em português como em chinês. Os tempos são outros e talvez a crise em Portugal não seja estranha ao facto.
Do ex-BNU não encontrei mais de uma dúzia de pessoas. Nos últimos anos só têm entrado chineses ou empregados da CGD.
A simpatia e eficiência continuam a mesma. Minutos depois de me abeirar do balcão já estava a ser atendido. Enquanto conversávamos os dedos da empregada não paravam, Quando acabei de concretizar o meu pedido fui informado de que o mesmo estava satisfeito. Ou seja, enquanto trocávamos umas ideias e opiniões o trabalho estava a ser executado. A isto se chama eficiência e capacidade de trabalho.
Já com o cartão de crédito na algibeira, dirigi-me ao Largo do Leal Senado para ver as montras e procurar um restaurante que satisfizesse os meus desejos de comida chinesa e macaense. Acreditem que não tem nada a ver com a que comemos por aí nos restaurantes chineses.


A primeira surpresa foi o desaparecimento de alguns restaurantes de comida portuguesa e que eram regularmente frequentados pelos turistas e pela comunidade. A diminuição de patrícios fez com que estes fechassem ou alterassem as ofertas. Depois seguiu-se o preço. Estes subiram substancialmente e piorou com o facto de o Euro estar em queda. Uma coisa é aquilo que os jornais anunciam outra o preço que nos pagam pela moeda e este é bem mais baixo.
Mas também há boas noticias. Uma manhã resolvi apanhar um daqueles autocarros que levam aos novos hotéis da Taipa e lá vou eu de viagem até às ilhas, bem instalado e a apreciar as novas paisagens.
Desço no hotel Galacy. Um fabuloso hotel de cinco estrelas. Aqui o difícil é deixar de olhar os cristais e outras peças de arte. As surpresas são tantas e as solicitações constantes que nos deixam sem respiração.

Cansado, resolvi procurar um local onde pudesse dar um pouco de repouso às pernas. É que isto de ser turista cansa. Foi então que a minha curiosidade foi atraída por um maravilhoso “buffet”. Entrei. Logo acorreram empregados prontos a encontrar o melhor local para nos sentar. Optei por um junto a uma janela, embora um pouco mais afastado do local onde os acepipes estavam maravilhosamente expostos. Aqui o difícil era a escolha. Havia de tudo, mas mesmo de tudo, desde os mariscos ao caviar.
Claro que tinha olhado para o preço. Estava em Patacas e não em qualquer outra moeda – 239,00 MOP. Feitas as contas, dava cerca de 20,00 Euros por pessoa. Estava dentro do meu orçamento para esse dia. Comi muito bem, já que provei de quase tudo e rematei com um saboroso gelado. Vinha agora a hora de pagar. Dirigi-me á caixa com o cartão na mão á espera da conta. Qual foi a minha surpresa quando a empregada me pergunta se tenho mais de 65 anos, o que confirmei obviamente perguntando se precisavam do B.I. e  o porquê de tão estranha pergunta. Não quiseram ver o B.I. e informaram que nesse caso apenas pagava metade. Ou seja,  comemos  os dois pelo preço de um e isto num hotel de cinco estrelas.
Após o almoço, aproveitei para me deliciar com alguns espetáculos que decorriam nas várias salas. Tudo de acesso livre. Foi mais um dia em cheio.
Mas ainda estávamos nos primeiros dias. A semana ìa continuar a decorrer com os festejos do Ano Novo e com nova visita ao BNU.

Prometo voltar ao assunto.
Armindo Almeida

terça-feira, 17 de abril de 2012

PÁSCOA - ASSOCIAÇÃO

Como vimos no último torneio de ténis, os BNUs estão vivos. Temos de ressaltar um fenómeno que ali foi visível. Foi o "acompanhamento" dos colegas para estes encontros. Nós já somos entradotes. Mas vão connosco os filhos e os netos que vivem a nossa ligação e ganham consciência do que foi a história do nosso banco.
Estes torneios de ténis, neste aspeto, são talvez onde se nota mais ou talvez os únicos onde se nota este seguimento dos mais novos. Se não fôr assim, uma vez que o BNU acabou, lá se perderá a nossa história nalgum canto de uma biblioteca de Alexandria que, mais dia menos dia, é queimada pelos novos senhores.


Os torneios de ténis realizam-se há 27 anos, sempre por altura da Páscoa. No tempo do BNU, o torneio vivia no âmbito e "ajuda" do Grupo Desportivo. Agora, felizmente, temos uma associação que compreende a importância destes encontros para preservar o que é o "Antigo Empregado do BNU".
Desde que o Grupo Desportivo despareceu, há já vários anos, tem sido a Associação dos Antigos Empregados do BNU que assegorou a realização destes torneios, apoiando toda a logística  relativa ao ténis: troféus, aluguer de campos, bolas, etc.
Este ano não fugiu à regra.
Atualmente fazem parte dos órgãos sociais da nossa Associação elementos que costumam entrar nestes torneios de ténis e que este ano não falharam: Jorge Arrais, Carlos Duarte e Armindo Almeida. Este ano faltou o Sampaio Cálix. Olá Sampaio, o Sporting vai ganhar a todos os espanhóis até à vitória final!
Há que dizer que a ação meritória da nossa Associação esteve sempre nas conversas no torneio de ténis e foi sempre em seu nome que foram feitas todas as ações do grupo de ténis.
Força Associação! Parabéns! Todos estamos com os atuais dirigentes que compreendem o que realmente interessa preservar da nossa identidade!

Horácio Rodrigues referindo os apoios da Associação e
agradecendo em nome da Associação à gerente do hotel Santarém

segunda-feira, 9 de abril de 2012

PÁSCOA 2012 - TORNEIO DE TÉNIS

Como há 27 anos, mais uma vez este ano, o grupo de ténis do Banco Nacional Ultramarino, organizou o seu torneio anual.
Este ano foi em Santarém.
Organizações Horácio Rodrigues e Jorge Arrais.

Chegada ao hotel no dia 5 de Abril, 5ª-feira e, depois do jantar, organizar os grupos para o torneio. Definir os cabeças de série. Marcar os horários. Parece simples mas não é fácil.
Noite de alegria para os sportinguistas que eliminaram o Metalist e passaram à semi-final da Taça Uefa.    





Na 6ª-feira, começou o torneio, logo de manhã.
De tarde, fizemos a visita à cidade de Santarém, com a guia, Joana Nogueira, da Empresa Municipal de Cultura e Turismo de Santarém.
Visitámos a Casa Museu Passos Canavarro, ligada a Passos Manuel e onde pernoitou Almeida Garret de que faz referência nas "Viagens da Minha Terra" e ainda o Miradouro/ Jardim das Portas do Sol.
No Sábado, de manhã continuação dos jogos e, de tarde, continuação da visita à cidade e aos seus vários monumentos e ruas: Convento de S. Francisco, Igreja de Marvila, Igreja da Graça, Praça Sá da Bandeira (Igreja da Piedade, Sé Catedral) Exterior da Torre das Cabaças e Igreja de S. João do Alporão.
Ficamos a conhecer melhor a cidade de Santarém e o motivo porque se considera capital do gótico.
A guia esclareceu um pouco este gótico de Santarém, apelidando-o de gótico mendicante. Ou seja feito pelos e para os frades mendicantes (franciscanos e dominicanos): mais pobre, com tetos em madeira e poucos adornos, próprios do gótico flamejante.
Mas penso que Santarém é (também) capital do azulejo. Não só pelos que vemos no Mercado Municipal e na Igreja de Marvila como pelas diversas fachadas de casas em azulejo. Há que ressaltar que o revestimento externo das casas com azulejo é exclusivo de Portugal e de países árabes.

Mercado - 1930. com coleção de azulejos de diversos autores da época
 e representado cenas de Santarém e das suas gentes.

Agência do Banco Nacional Ultramarino
No périplo pelas ruas da cidade, passámos pelo edifício onde funcionou o BNU. Continuam as portas e janelas com o distintivo do nosso Banco.







No domingo, dia 8, jogaram-se as finais.
Para o primeiro e segundo lugares e para os terceiro e quarto lugares


Os campeões foram o Carlos Bragança e Aleixo.


3ºs e 4ºs classificados

No almoço de Domingo, cantámos os parabéns ao grupo pelos seus 27 anos de atividade.
Lembrámos o saudoso Sérgio Costa que tão cedo desta vida nos deixou e lembramos o Boavista que está a trabalhar em Moçambique. Olá Boavista!

Olha os campeões!

Armindo Almeida (4º lugar) com os campeões.


Depois de almoço, cerimónia de entrega de prémios



Primeiro os juniores








Depois, o pessoal da logística



Os seniores



quartos

terceiros

vice-campeões




Os campeões

E o balanço por quem esteve sempre atento!