terça-feira, 19 de março de 2013

EXPOSIÇÃO na RUA AUGUSTA - MUDE

Então lá fomos nós visitar a exposição do MUDE - na "nossa" Rua Augusta.
Como já nos tinha prometido a diretora do Museu do Design e da Moda, Drª Bárbara Coutinho, foi feita a exposição possível no edifício relativa ao Banco Nacional Ultramarino.
É sempre interessante recordar o que foi o explendor do nosso Banco. Da parte que não chegou a ser destruida, ficou o primeiro e segundo andares do prédio da Rua Augusta, na zona onde estave sediada a administração do Banco. O primeiro andar, está bem conservado e com com todas as peças, incluindo candeeiros, do nosso Banco.
 
O 2º andar também está conservado e agora ali está exposto algum mobiliário desenhado para aquele espaço pela Fundação Ricardo Espírito Santo, nomeadamente a reconstituição do Gabinete do Governador.
À entrada do segundo andar é projetado um filme com reprodução de depoimentos feitos por vários nossos colegas que trabalharam na Rua Augusta. Vale a pena.
Há que espreitar no rés-do-chão, o painel que está ao fundo da escada para o primeiro andar, que dava para as letras. O balcão das letras lá está também no primeiro andar.
A Exposição acaba no dia 28 de Abril de 2013 e, então os móveis voltam para o depósito da Caixa Geral de Depósitos em Sapadores, que os cedeu apenas para esta exposição.

Que saudades dos câmbios!!!

 
 
É interessante seguir a evolução do edifício, que, conforme foi prometido pela Drª Bárbara irá sendo recuperado por piso para sua utilização pelo Museu. Já vai no segundo andar.
Não podemos deixar de ser apoiantes desta preservação da nossa memória.
 
Olha o grupo que se juntou, depois do almoço, em plena Av. da Liberdade!
 

quinta-feira, 14 de março de 2013

quarta-feira, 13 de março de 2013

MÁRIO MARTINS ADEGAS


Nasceu em 25 de Outubro de 1935, em Romariz, concelho de Santa Maria da Feira. Licenciou-se em economia pela Faculdade de Economia do Porto em 1959.
Em 1960 começou a trabalhar na Direção da Segurança Social e em 1961 na Direção dos Serviços de Finanças da TAP. De 1964 a 1975 esteve como diretor do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa.
De 1976 a 1980 esteve como administrador do BNU
1980 a 1982 vice-presidente do Banco Espírito Santo e Comercial de Lisboa.
Foi secretário de estado do Tesouro do VII Governo Constitucional, vice-presidente do Concelho Nacional do Plano (1980), Deputado à Assembleia da República de 1980 a 1985 e presidente da Assembleia Municipal da Feira de 1982 a 1985.
De 1982 a 1987 presidente do Banco Nacional Ultramarino.
Concretizou a aquisição do edifício da Av. 5 de Outubro para sede do BNU, contratando com o arquiteto Tomás Taveira a sua adaptação a sede do Banco.
A seu pedido, é exonerado por despacho de 23 de Abril de 1987 e volta para administrador do BES onde se mantém até 2002.
A partir de 27 de Março de 2002 é administrador não executivo do BES e membro da Comissão de Auditoria.
O seu pedido de exoneração e dos membros da sua equipe de administradores do BNU, está relacionado com a falta de cumprimento por parte do Estado, do devido pagamento das indemnizações ao BNU pela entrega das agências e instalações do Banco às ex-colónias portuguesas.
Este propósito de não ressarcimento do BNU teria ficado claro em reunião do Conselho de Administração do BNU com o então Ministro da Finanças de Cavaco e Silva, Dr. Miguel Cadilhe.
Ficou claro que o BNU, assim, não teria futuro e aquela administração não quis passar à história como o seu coveiro.
O caminho, a partir dali, foi sendo o normal até ao desaparecimento do BNU passados poucos presidentes.
Assinatura de Mário Adegas,
como presidente do BNU

segunda-feira, 11 de março de 2013

JOSÉ DE OLIVEIRA MARQUES

Nasceu em Moçambique no dia 1.12.1931.
Casou com a Drª Honorina de Sousa Abreu Marques, nascida em 2.05.1932 e falecida em 22.11.2011, que foi médica dos serviços médico-sociais do BNU, e que muitos colegas conheceram e apreciaram pela sua competência e disponibilidade.
O Dr. Oliveira Marques licenciou-se em ciências económico-financeiras e entrou no Banco Nacional Ultramarino, como Diretor, em Lourenço Marques, em 1967, tendo em 1968 passado a Diretor para o Ultramar. Nesse mesmo ano, foi nomeado pelo governo de Salazar Secretário de Economia da Província de Moçambique, cargo que exerceu até 1970.
Em 15 de Abril de 1970 volta ao BNU, para diretor para o Ultramar, vindo para a sede da Rua Augusta em Lisboa.
Em 5 de Abril de 1973 é nomeado administrador do Banco, sendo-lhe atribuída como secretária, em 16.04.73, Maria da Graça de Jesus Oliveira Palmeiro Antunes.
Chamou para o assessorar o Dr. João Higino do Rosário Silva, licenciado em economia e direito, de Cabo Verde, que posteriormente chega a diretor do B.N.U. e, após se reformar do BNU, ocupa cargos importantes, como embaixador de Cabo Verde em Portugal, Presidente do Banco de Cabo Verde, presidente dos TACV – Transportes Aéreos de Cabo Verde.
Em 5 de Junho de 1974, com a nomeação do Dr. Espinosa para Governador, o Dr. Oliveira Marques é nomeado Vice-Governador do BNU.
Após o golpe do 11 de Março de 1975, o Conselho da Revolução exonerou o Dr. Oliveira Marques das suas funções no BNU.
Entretanto, sendo Primeiro Ministro do 1º Governo Constitucional Mário Soares, é nomeado para o Conselho de Gestão do Banco Borges e Irmão, donde sai em 31 de Agosto de 1977.
Em Janeiro de 1979, regressa ao BNU, como presidente do Conselho de Gestão, nomeado pelo Ministro das Finanças, Manuel Jacinto Nunes, do Governo de Carlos Mota Pinto.
Refira-se que, pelo dec.-lei 294/75 de 22.12, as administrações dos bancos nacionalizados, incluindo o BNU, passaram a denominar-se Conselho de Gestão, “composto por não mais de sete membros, um dos quais será presidente”. Deixou de haver Governadores e vice.  
Como novidade na presidência do Dr. Oliveira Marques, lembramos a remodelação das direções do Banco, instituindo o Secretariado Operacional, que depois se tornou o Departamento de Normas e Instruções, sob a Direção do seu amigo Dr. José da Silva Casanova, e que veio a integrar e aproveitar muitos trabalhadores que tinham vindo do BNU de Moçambique.
Reintegrou também nos quadros do BNU, o Sr. Dr. Herlander Machado, que havia sido despedido, na sequência de processo disciplinar, por despacho do Conselho de Gestão de 27 de Novembro de 1974. O Dr. Herlander conseguiu em tribunal a sua reintegração no BNU e o Dr. Oliveira Marques  nomeou-o Diretor Geral do Banco, um cargo que antes não existia.
Em 16 de Julho de 1980, os trabalhadores do BNU, são surpreendidos com a nomeação, por resolução do Conselho de Ministros do Governo da AD, presidido por Sá Carneiro, de três novos membros do Conselho de Gestão do BNU, Drs. José de Oliveira e Costa, António Ribeiro Maçarico e Joaquim Ramos de Jesus, em substituição de Drs. Mário Martins Adegas e Manuel Filipe Pessoa dos Santos Loureiro e José Ribeiro Vitorino, que eram exonerados.

foto cedida por Graça Palmeiro Antunes
Novo Conselho de Gestão do BNU, de 1980 a 1982, da esquerda:
Dr. António Maçarico, Dr. Oliveira e Costa (vice-presidente),
Dr. Oliveira Marques (Presidente), Dr. Fortes da Gama, Dr. Luis Moreno
e Dr. Joaquim Ramos de Jesus
A surpresa vinha do facto de o Sr. Dr. José de Oliveira e Costa ser nomeado Vice-Presidente, um cargo que havia desparecido em 22.12.1975.
Desde logo se falou nos mentideros do Banco que esta nomeação era uma forma de tirar poder ao Dr. José Oliveira Marques, mais ou menos conotado com o PS e dar força ao PSD no BNU.
Nessa data, estava em plena negociação a compra do edifício da Av. 5 de Outubro, pertencente a Construções Continental e que tinha já a estrutura construída, ocupando o quarteirão que antes era composto por vários edifícios menores.
Foi então visível a guerra que havia entre presidente e vice-presidente do BNU.
Foi tornado público que o vendedor do edifício da 5 de Outubro tinha gravações de conversações que tinha tido com uns apelidados “homens do presidente” que se apresentavam como representantes do Dr. Oliveira Marques e que queriam comissões para que o Banco comprasse o edifício.
O dono do prédio queria garantias de que estava a lidar com representantes do presidente mas “os homens do presidente” só podiam dar-lhe sinais de que estavam mandatados e nunca poderia aparecer o presidente diretamente ou em qualquer ato que comprometesse  a sua seriedade.
Diziam-lhe por exemplo que na próxima reunião do Conselho de Gestão seria tomada esta resolução ou aquela. Depois traziam cópia da ata para comprovar.
Aparecem então cópias de atas do conselho, supostamente deixadas cair nos corredores do BNU.
A guerra entre presidente e vice-presidente seria então no sentido de o vice se opor à compra do edifício se o negócio fosse tratado pelo presidente.
A compra não se concretizou na presidência do Dr. Oliveira Marques e a guerra entre os Oliveiras (Costa e Marques) terminou com a exoração de ambos no final do triénio (1982).
O Dr. Oliveira e Costa continuou o seu percurso, chegando a Secretário de Estado das Finanças do Governo de Cavaco Silva, presidente da comissão concelhia de Aveiro e deputado do PSD, presidente de um Banco (BPN) e presidiário.
O Dr. José Oliveira Marques, depois da presidência do BNU, esteve na administração de várias empresas e, em 20.02.1993, sendo presidente da ANA – Aeroportos e Navegação Aérea, acabado de regressar a sua casa de Lisboa, onde vivia com a Drª Honorina, vindo de uma Assembleia da ANA, realizada no Algarve, faleceu de ataque cardíaco.
Assinatura do Dr. Oliveira Marques como presidente do BNU

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

NUNO JOSÉ ESPINOSA GOMES DA SILVA

Nasceu na freguesia de S. Mamede em Lisboa, no dia 27.04.1933.
Filho de António Raimundo Gomes da Silva, nascido em 23.01.1893 e de Branca Florinda Groetz Espinosa, nascida a 18.08.1907.
Casou com Maria Fernanda Parreiral Pereira, nascida a 12.03.1935, de quem teve três filhos; José Nuno Pereira Gomes da Silva, Célia Manuela Pereira Gomes da Silva e João Afonso Pereira Gomes da Silva.
A D. Fernanda era filha do proprietário da famosa casa comercial da Rua Augusta, Adão Camiseiros.
Nos seus tempos de menino e moço, o Dr. Espinosa foi jogador de voleibol no Estrela da Amadora.
Licenciado em direito pela Faculdade de Direito de Lisboa, foi assistente nessa  Faculdade,  do Professor Marcelo Caetano, na  cadeira de História do Direito Português e assistente do Professor Raul Ventura na cadeira de Direito Romano.
Doutorou-se e foi durante muitos anos professor titular da cadeira de História do Direito Português.
Foi chefe de gabinete do Professor Marcelo Caetano, então ministro da Presidência do governo de Salazar.
Foi nomeado vice-governador do BNU, por parte do Estado em Agosto de 1973, sendo Marcelo Caetano 1º ministro, sucedendo ao Dr. António Júlio de Castro Fernandes.
A 27 de Maio de 1974, foi exonerado do cargo do cargo de vice-governador assim como todos os administradores por parte do estado, nomeadamente o governador Dr.  João Dias Rosas.
Em 5 de Junho de 1974, foi nomeado governador do BNU pelo governo do Primeiro Ministro, Adelino da Palma Carlos.
Em 13.09.74, sendo primeiro-ministro Vasco Gonçalves, pelo dec.-lei 451/74, foi nacionalizado o Banco Nacional Ultramarino, que já era maioritariamente estatal desde a intervenção de 1931 do Estado no seu saneamento. Este decreto-lei declarou que a nacionalização tinha efeitos  a partir de 15.09.1974, extinguiu o conselho geral e o cargo de comissário do governo, instituiu o Conselho de Administração, formado por um governador com atribuições de presidência, por um vice-governador e por cindo administradores. Nos dois primeiros cargos mantiveram-se os Dr.s Espinosa e Oliveira Marques.
No mandato de Governador do Dr. Espinosa, foi assinado entre o BNU e o Estado novo contrato para emissão de moeda no ultramar português.
Em 31 de Julho de 1975, sendo primeiro-ministro o Almirante Pinheiro de Azevedo, pouco satisfeito com as intromissões políticas na administração do BNU, o Dr. Espinosa renunciou ao cargo e saiu do BNU.
Além de professor catedrático da Faculdade de Direito de Lisboa, titular da cadeira de História do Direito Português, foi ainda consultor do Banco de Portugal e professor da Universidade Católica.

 
assinatura do Prof. Nuno Espinosa
 

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

JOÃO DIAS ROSAS


João Augusto Dias Rosas nasceu na figueira da Foz a 17 de Fevereiro de 1921.
Licenciado em Direito pela Universidade Clássica de Lisboa. Advogado. É tio de Fernando Rosas, historiador e dirigente do Bloco de Esquerda .
Foi Deputado à Assembleia Nacional entre 1957 e 1961.
Entre 1950 e 1959 foi presidente da Comissão Reguladora do Comércio de Algodão em Rama e entre 1954 e 1959 membro da Comissão de Coordenação Económica, acumulando com os cargos de membro da Junta de Exportação do Algodão, do Conselho Superior da Indústria (1954) e membro do Conselho Administrativo do Fundo de Fomento de Exportação (1955);
Entre 1959 e 1961 foi  Subsecretário de Estado do Comércio;
Em 1962, foi nomeado comissário do Governo junto do Banco Nacional Ultramarino e Inspetor Superior do Ministério do Ultramar, em comissão de serviço fora do quadro;
Em 1966 sobe a Vice-governador do Banco de Portugal;
Em 1968 é nomeado Ministro das Finanças, no último governo de Salazar sendo reconduzido por Marcelo Caetano até 1969, data em que passa a Ministro das Finanças e da Economia, cargo em que mantém até 1972.
Sucede como governador do BNU a Francisco Vieira Machado, exonerado em 9.02.1972, cargo que ocupa até 1974.
Foi exonerado pela Junta de Salvação Nacional, no dia 27 de Maio de 1974.
A revolução do 25 de Abril, provoca a sua partida para o Brasil, onde permaneceu alguns anos. Após o regresso, foi reintegrado como Inspetor Superior do Banco Nacional Ultramarino, lugar em que se reformou.
Assinatura de Dias Rosas
 

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

FRANCISCO VIEIRA MACHADO


Francisco José Vieira Machado nasceu em Lisboa no dia 08 de Fevereiro de 1898 e licenciou-se em direito em 1919.
Filho do general Francisco José Machado, natural de Lagos e de Isabel Maria Vieira, natural de Ribeira de Palheiros, Lourinhã e sobrinho do General Joaquim José Machado (governador Geral de Moçambique). Casou com Maria do Carmo Contreiras de quem teve uma única filha, Maria do Carmo do Perpétuo Socorro Filomena Contreiras Machado, nascida em 19.12.1929 e falecida em 06.08.2009 e que casou com Francisco António Manuel Pedroso Belard Lebre de Vasconcelos Melo, do qual não teve qualquer filho.
Francisco Vieira Machado teve várias escolas com o seu nome, em vários sítios do império colonial português como o Colégio-liceu Dr. Vieira Machado em Dili – Timor, a escola de Regentes Agrícolas Francisco Vieira Machado, no Tchivinguiro, Huíla.
Em Macau há uma Avenida do Dr. Francisco Vieira Machado.
O facto de ser sobrinho do General Joaquim José Machado não deve ter sido alheio ao seu ingresso nos quadros do Banco Nacional Ultramarino em 1926, com 28 anos, como vice governador, cargo que mantém até 1929. Com a morte do Presidente do Conselho Administrativo do BNU, Eng. António dos Santos Viegas, em 1-03-1949, é escolhido para Presidente o Dr. Vieira Machado. Após o fim da intervenção do Estado no BNU, este regressa à sua atividade normal, realizando-se, nesse âmbito, a primeira assembleia geral em 11.05.1951, que momeia o Dr. Vieira Machado, Governador do BNU, cargo que mantem até 9.02.1972, data em que é exonerado a seu pedido.
 
Segundo consta, o Francisco Chamiço também tinha relações familiares com o General Joaquim José Machado (1847-1925), que é, além de tio do Dr. Vieira Machado, bisavô do escritor Lobo Antunes. Este general, maçónico, foi governador da Índia portuguesa e Governador-Geral de Moçambique, onde fez obra reconhecida por muitos portugueses e até pela África do Sul que, em sua memória deu o seu nome a uma localidade sul-africana (Machadorp).
É considerado um dos nomes mais emblemáticos da presença portuguesa em Moçambique.
Foi governador da Índia e Governador-Geral de Moçambique por três vezes: 1889-1891, 1900, 1914-1915. Chegou a Moçambique em 7 de Março de 1877. Organizou e instalou os Serviços de Obras Públicas. Foi a Joaquim José Machado e aos serviços que chefiou que se ficaram a dever algumas das obras mais espetaculares que ainda hoje se observam em Moçambique. As primeiras das quais serão os Caminhos de Ferro e o traçado da cidade de Lourenço Marques. Foi Joaquim José Machado quem elaborou o projeto de ligação ferroviária entre Lourenço Marques e Pretória e quem dirigiu a sua construção.
O Gen. Joaquim José Machado é pai de Álvaro Cardoso de Melo Machado, fundador do escotismo em Portugal e chefe do governo de Moçambique, quando o seu pai era governador da província, entre Abril de 1914 e Maio de 1915.
O Álvaro Cardoso de Melo Machado foi governador interino de Macau (onde tem uma rua com o seu nome) entre 17 de Dezembro de 1910 (com apenas 27 anos) até 14 de Julho de 1912. Foi também administrador-delegado, por parte do Estado, do caminho de ferro de Benguela.
Ligações a familiares de banqueiros, temos a do escritor António Lobo Antunes (bisneto do general Joaquim José Machado) que foi casado com Maria João Espírito Santo Bustorff Silva, bisneta do fundador do Banco Espírito Santos e ministra da cultura em 2004 no Governo de Santana Lopes.
 
Francisco Vieira Machado foi diretor do Anglo Portuguese, Colonial and Overseas Bank, Ltd. e do Banque Franco-Portugais d’Outremer (1930-1965) e Presidente da Direcção do Banco Ultramarino Brasileiro do Rio de Janeiro (1954-1961), todos bancos pertencentes ao BNU.
Foi Subsecretário de Estado das Colónias (1934-01-20 a 1935-02-16); Vogal do Conselho do Império Colonial Português (1932-1934); Presidente do Conselho do Império Colonial Português (1934-1944); Ministro das Colónias (1936-01-18 a 1944-09-06); Vogal do Conselho Superior do Ultramar; Vogal da Comissão Central da União Nacional (1956); Procurador à Câmara Corporativa (IV a X Legislaturas).
Faleceu em Lisboa no dia 1 de Setembro de 1973.
 (Ver mais dados bibliográficos do Dr. Vieira Machado)
Assinatura de F. Vieira Machado