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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

JÓIAS DE GOA

Vale a pena ler o excelente artigo que o Sr. Dr. Zacarias Dias, coordenador do Gabinete do Património Histórico da Caixa Geral de Depósitos, que está disponível no site da CGD.
Mais uma vez é ressaltada a ação do nosso amigo Sr. Jorge Anastácio e o importante papel que a Banco Nacional Ultramarino desempenhava nas colónias portuguesas da Índia.

quinta-feira, 22 de março de 2012

SR. JORGE ANASTÁCIO

No passado dia 20 pelas 11h, no salão nobre da CGD, Av. João XXI, foi feita uma doação, à CGD, de documentos que pertencem ao Sr. Jorge Anastácio, último gerente do BNU na Índia.
Como já aqui noticiámos, em Dezembro do ano passado foram apresentadas ao público pela CGD,  algumas jóias que o Sr. Jorge Anastácio conseguiu trazer para Portugal, quando a ìndia portuguesa foi invadida pela União Indiana. Naquela cerimónia publica, não esteve presente o Sr. Jorge Anastácio por problemas de doença.
Esta doação do dia 20 foi feita pelo próprio Sr. Jorge Anastácio, com a presença de vários colegas do Banco Nacional Ultramarino, nomeadamente os dirigentes da Associação dos Antigos Empregados do BNU.
O nosso antigo colega no BNU e atual administrador da CGD, Dr. Rodolfo Lavrador, presidiu à cerimónia e fez o elogio e homenagem à personalidade do Sr. Jorge Anastácio, que por sua vez respondeu com umas palavras emocionadas de agradecimento ao Sr. Dr. Lavrador e à esposa, D. Maria Luísa Anastácio.
As pernas do Sr. Anastácio já não ajudam muito mas a cabeça está como sempre o conhecemos.









Um dos documentos é esta foto que transportou notas do BNU
antes da invasão para o avião que viria para Portugal

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

JÓIAS da ÍNDIA

Dr. Rodolfo Lavrador e, à sua esquerda, a D. Maria Luísa Anastácio,
esposa do sr. Jorge Anastácio

As notícias e movimentações na zona, em Dezembro de 1961, levaram o sr. Jorge Anastácio a prever a eminente invasão pela Índia, dos territórios portugueses.
Tomou então o navio português ‘Índia’, em escala em Goa, vindo de Timor e em direção a Lisboa, trazendo consigo os bens depositados no Banco.
Alguns dos objectos foram reclamados e entregues aos herdeiros dos donos, ao longo dos anos, mas sobraram 14 caixas agora reabertas, contendo barras de ouro e acessórios de valor como brincos e pulseiras.
A CGD, através do ex-BNU, administrador, Rodolfo Lavrador, aproveitou para homenagear o Sr. Jorge Anastácio pela sua ação, na altura arriscada mas que agora é vista como tendo sido um ato corajoso a favor dos interesses portugueses.
O Sr. Jorge Anastácio não poude estar presente por falta de saúde, mas esteve a representá-lo a esposa.
Nós que conhecemos há muitos anos o Sr. Anastácio e com ele lidámos diariamente durante largos anos na Rua Augusta, não necessitamos que nos seja apresentado: sempre em movimento, a trabalhar em diversos setores e a quem, mesmo depois de reformado, ainda o BNU entregou tarefas importantes.
São estes heróis de todos os dias que nos ensinaram como servir a instituição e que fizeram do BNU o maior banco português de todos os tempos, que deixa um espólio igual aos feitos que financiou pelo mundo português fora.






"Há 50 anos, o gerente geral do Banco Nacional Ultramarino na Índia decidiu enviar para Lisboa todos os bens que se encontravam à guarda do banco e assim salvou as jóias da Índia, uma vez que cinco dias depois o território foi invadido. Os 14 caixotes cheios de preciosidades que hoje começaram a ser abertos em Lisboa".

A propósito desta notícia da SIC, recordo que em 2005, na qualidade de responsável pela Tesouraria da CGD, levantei nas casas fortes do BNU na Rua Augusta, umas dezenas de caixotes contendo 230.000 moedas de rupias em prata ( que legalmente pertenciam ao BNU ), e que posteriormente foram comercializadas através do site de numismática da CGD https://www.cgd.pt/Particulares/Familia/Catalogo/Numismatica-Medalhistica/Pages/Moedas-Rupias.aspx.
Devido à sua raridade, tiveram grande procura em Portugal e também por coleccionadores estrangeiros, tendo sido vendidas milhares de moedas. Segundo sei, em 2009 a maior parte das moedas que restavam foram derretidas e transformadas em barras.
Podem ver as moedas, e a descrição da operação da sua comercialização, num artigo que escrevi no Blog do BNU http://banconacionalultramarino.blogspot.com/search/label/GOA%20- ( se não conseguirem abrir directamente, cliquem na palavra GOA, no resumo dos artigos )

Ver também site dos Veteranos da Guerra do Ultramar informação completa sobre Índia Portuguesa 

Joaquim Matos



domingo, 27 de junho de 2010

BNU - Estado da Índia Portuguesa - Moedas de Rupias

Ao ler o artigo publicado pelo Rito Pereira sobre o BNU na Índia, lembrei-me de contar um episódio interessante relacionado com as moedas de rupias em prata que faziam parte dos valores que o Sr. Jorge Anastácio conseguiu trazer para Portugal, antes da anexação do Território pela União Indiana, em 1961.
Apesar dos objectos mais valiosos terem sido devolvidos pelo Estado Português ao Estado da Índia, ficaram na posse do BNU cerca de 230.000 moedas em prata, guardadas num cofre do edifício da Sede do BNU na Rua Augusta.
Pelo facto de, pela sua raridade, as moedas poderem ter grande procura no mercado de numismática, em 2003 sendo responsável pela Tesouraria Geral da CGD, procedi ao seu transporte para a casa forte deste Banco, operação complicada, pois pesavam muitas toneladas.
Depois das moedas terem sido limpas e catalogadas, as imagens das várias espécies foram colocadas no site da CGD para venda junto do público, tendo sido vendida uma quantidade muito significativa.
Para que os colegas possam tomar conhecimento dos diferentes tipos de moedas, publicam-se as suas imagens:













Quem pretender adquirir alguma destas moedas, poderá fazê-lo junto das Agências da CGD, ou directamente no site: CGD-Numismática

terça-feira, 15 de junho de 2010

BNU - ÍNDIA PORTUGUESA


Tenho aqui uma foto do edifício, onde o Banco Nacional Ultramarino instalou a primeira agência da Índia – Nova Goa, que data de 1868.
É essa a data que consta de abertura da primeira agência do nosso Banco nos territórios da Índia Portuguesa.
Posteriormente o BNU abriu dependências em Margão, Vasco da Gama, Mapuçá e Damão, mas não sei as datas.





Nessa data, a moeda da Índia Portuguesa era a rupia, equivalente à rupia indiana e emitida pelo Governo Geral do Estado da Índia.
O BNU, na sequência do contrato com o Estado Português de 1901, tornou-se o banco emissor exclusivo e em 1906 saíram as primeiras notas de rupias do BNU, para a índia Portuguesa, fabricadas em Londres.




Em 1918 o BNU emitiu notas de 4 e 8 tangas. 16 tangas valiam uma rupia.



verso



Em 1959, o BNU substitui a Rupia pelo Escudo. Seis escudos valiam uma rupia.
Em 18 de Dezembro de 1961 a União Indiana anexou os territórios Portugueses e o BNU cessou a sua actividade. E encerrou os seus escritórios na Índia a 13 de Janeiro de 1962, data em que fechou as suas contas e a entregou à autoridade monetária indiana.
O Sr. Jorge Anastácio foi o último gerente da Filial de Nova Goa. Segundo sei está de boa saúde e espero que um dia nos conte aqui algumas das suas vivências na Índia Portuguesa.