terça-feira, 26 de novembro de 2013

DRª ALICE PAIVA



No dia 21 de Novembro na Biblioteca Municipal de Lisboa/ Palácio Galveias ao Campo Pequeno, foi apresentado o livro de poesias da Drª Maria Alice Marques de Paiva.
UNIVERSO INTOCADO, com ilustrações do colega do Banco Nacional Ultramarino, Estanislau Martins.
Apresentou o livro o autor do Prefácio, Agostinho Fernandes Garcia.
O Dr. Lino Paiva, irmão da autora, recitou umas poesias do livro e outras inéditas da Maria Alice.
A sala encheu-se de amigos e colegas do Banco Nacional Ultramarino, que conhecem os dotes e a personalidade da Maria Alice.
As colegas Lídia Bragança e Dr. Maria José ressaltaram, em breves mas muito adequadas palavras, a personalidade e qualidades de amizade e cultura da autora.






 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

DR. LOPES RODRIGUES


Joaquim Lopes Rodrigues, nasceu no dia 28 de Setembro de 1944, na freguesia de  Vila Nova de Sande, concelho de Guimarães.
Entrou no BNU em 1971 na agência de Grândola, onde conheceu a sua esposa, D. Guadalupe, natural de Serpa. Licenciou-se em direito já como empregado no  Banco, tendo entrado no Contencioso, nos finais dos anos 1980, no edifício Caracol, Rua do Comércio em Lisboa.
Já tinha passado pelas agências de Lagos e Guimarães.
Reformou-se como advogado da Caixa Geral de Depósitos em 01.01.2008.
É tio do futebolista internacional francês Robert Pires.
O Dr. Lopes Rodrigues é sportinguista mas antes torce pelo Vitória de Guimarães. Aliás, no contencioso do BNU, sito no 12º andar da Av. 5 de Ourtubro, desde 1990 até 2001, todos os advogados eram sportinguistas, à exceção do Dr. Rodolfo Lavrador que é benfiquista. O Dr. Trindade Rodrigues, antes do Sporting, torce pelo Porto. Os diretores, Dr. João Labaredas e Sr. Alexandre Dias, são benfiquistas.
     

 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

GUINÉ


Os navegadores portugueses estabeleceram contacto com a Guiné em 1446. Em 1588 fundam uma povoação, em Cacheu, que fica a sede dos capitães-mores, sob jurisdição de Cabo Verde. Em 1879 é criada a Província da Guiné Portuguesa, com capital em Bolama. Em 1942 a capital muda de Bolama para Bissau.
 A história do Banco Nacional Ultramarino, fundado em 1864, está também indiscutivelmente ligada ao último século da presença portuguesa nos antigos territórios ultramarinos portugueses. E foi assim que também na Guiné, o BNU marcou a sua presença.
De harmonia com o contrato de 30 de Novembro de 1901, celebrado entre o Estado e o Banco Nacional Ultramarino, este ficava obrigado, entre outras ações, a estabelecer no prazo máximo de seis meses agências na Ilha do Príncipe, Bolama, Cabinda, Inhambane, Quelimane e Macau.
O Banco teria ainda de exercer gratuitamente as funções de Tesoureiro do Estado no Ultramar, nas localidades onde tivesse instalado filiais ou agências.
Foi assim, como consequência deste contrato que o Banco abriu a primeira Agência em Bolama, em 1902, com apenas dois empregados e o gerente – o Sr. João Baltazar Moreira Júnior.
Todavia, acontecia que o crédito não era ainda, na sua maior parte, fornecido por esta agência do BNU, mas sim, apesar de em piores condições, por casas particulares.
A partir de 1909, a gerência, encarando este problema frontalmente, incentiva a ação do Banco, aumentando nos anos seguintes, de forma substancial, o movimento de caixa, depósitos, descontos, saques e letras à cobrança, etc.
 Desde 1910, que se nota, ao analisarmos as estatísticas referentes ao movimento comercial da província da Guiné, aumentos significativos, estando bem patente a ação do BNU.
Efetivamente, o movimento comercial, que em 1910 era de 2.460 contos, passou a cerca de 3.328 contos em 1913.
Sendo a função emissora, uma das mais importantes que o BNU assegurava em todas as colónias portuguesas de África e do Oriente, tal aconteceu, também na Guiné.
Por portaria de 24 de janeiro de 1903, determinava o governador da Guiné, Joaquim Júdice Biker, que fossem recebidas como moeda, as notas do Banco na província da Guiné.
Na realidade, antes do séc. XX, não consta ter sido cunhada qualquer moeda metálica especial para a Guiné.
Deste fato, encontramos uma referência significativa no relatório do Governador Correia Lança, que em 1889, afirmava: “ Na Guiné circula moeda de toda a espécie: portuguesa, francesa, inglesa, mexicana, da América do Norte, Brasil e Estados Unidos da América do Sul. Raro é o mês que não desembarca um caixote com pesos mexicanos, que os comerciantes compram por 600 Reis, introduzindo no mercado da Guiné a 920 reis”.
Para colmatar este problema da circulação de toda a espécie de moeda, o ministro Jacinto Cândido da Silva, em Novembro de 1896, publicou um decreto mandando cessar na Guiné o curso legal de moedas de prata estrangeiras ali existentes e remeteu para a colónia grande quantidade de moedas metropolitanas, que no prazo de 30 dias, deveriam substituir as moedas estrangeiras.
Ainda assim, esta intervenção isolada do Governo, no regime monetário da Guiné, não produziu qualquer resultado apreciável na resolução da crise económica e financeira que o governo de então pretendia debelar.
Aliás, verificou-se que em pouco tempo, a moeda portuguesa desapareceu do mercado, monopolizada pelos comerciantes e utilizada sobretudo na transferência de valores para Portugal.
A função emissora do BNU, tende a pôr fim ao caos existente provocado pelas diversas espécies de moedas em circulação a par com variada pré-moeda, como cauris, mabelas, cruzetas, etc.
A circulação fiduciária em cada uma das colónias era limitada por um “plafond”, o qual podia ser elevado, com autorização do Governo, de forma a adaptar-se o meio circulante às necessidades monetárias daqueles diferentes territórios Ultramarinos.
Para a Guiné, inicialmente o limite foi de 17.000 contos, mas o desenvolvimento que se foi verificando e a desvalorização das moedas resultantes da 2ª Guerra Mundial, forçaram a uma elevação deste limite, para 50.000 contos em 1951.
Neste território havia dois limites máximos anuais. No primeiro semestre, que coincide com a campanha da mancarra, o limite chega a 80.000 c., no segundo semestre vai até 50.000 c.
Em 1917,foi inaugurada a Agência de Bissau, que passando esta localidade a ser a capital de província se torna mais importante e com mais movimento do que a de Bolama.
A data de abertura desta nova agência, coincidiu com o período da 1ª Guerra Mundial, o que levou a proibir a exportação de moeda de prata para as colónias, por Decreto-Lei de 15-07-1916.
Conseguiu-se no entanto, manter o movimento de caixa em Bolama usando da máxima parcimónia na saída desta espécie e tendo sido dispensada alguma pela Caixa do Tesouro para fornecer á nova agência de Bissau. Foram-lhe também fornecidos 240 contos em notas.
Em 1920, o Banco Nacional Ultramarino ainda e sempre com o intuito de desenvolver a região, fundou na Guiné a Companhia de Fomento Nacional.
A aceitação do papel-moeda no mercado local, não foi fácil.
Segundo testemunho do gerente de então, lemos num dos seus relatórios:
“ O indígena mantém relutância em receber dinheiro em papel e tem em seu poder muita moeda de prata que não tem movimento, porque devido à situação criada pela Guerra a importação de fazendas é diminuta. O indígena não podendo escolher as fazendas a seu gosto passou sem elas e portanto não emprega o seu dinheiro. As notas de 1$00 são as mais procuradas e aquelas que o indígena aceita com menos relutância. A sua emissão está a cargo da agência de Bolama que as fornece a Bissau quando necessárias. As notas de 2$50 são as que menos se empregam e o indígena tem-lhes especial aversão por frequentemente ser iludido em pagamentos que indivíduos lhes fazem com elas como se fossem de maior valor”.
Além da sua função emissora o BNU manteve o seu papel de Banco Comercial.
Ainda assim, o movimento de letras a receber era pouco significativo e referia-se às faturas de encomendas enviadas de Lisboa, as quais iam à cobrança, por intermédio do Banco.
Porém, acontecia que, a maior parte dessas encomendas não eram reclamadas ou levantadas pelos destinatários, que confiando no preço de reclame e que ao terem de pagar as restantes despesas e a mercadoria por maior preço, desistiam de a receber.
O BNU teria então de promover a venda destas encomendas ou fazer a sua devolução, pelo que teria de encaixotar tudo de novo e despachá-las à procedência, funcionando o armazém do Banco exclusivamente para este serviço.
O Banco também procedia a venda de produtos, nas circunstâncias atrás referidas e em situação mais direta, como é o caso da venda de tabacos de origem holandesa e francesa. No entanto, estes tabacos tinham um consumo diminuto, pois ainda segundo testemunhos da gerência de então, “ o indígena está habituado ao tabaco americano em folha, para mascar, que é mais barato que o vendido pelo Banco”.
A Guiné, sem atividade industrial digna de referência, sem explorações mineiras e sem portos frequentados pela navegação internacional, viveu sempre numa estreita dependência da sua produção agrícola: arroz e óleo para a alimentação dos indígenas, amendoim e coconote para a exportação.
No entanto, em 1948, o ministério das Colónias autorizava o Governo da Guiné a celebrar contrato com o BNU para a abertura de um crédito em conta corrente, até ao limite de 40 mil contos, em moeda metropolitana, para pagamentos de encargos com obras de fomento.
Na Guiné, como já referido, a industria era praticamente inexistente, verificando-se na década de 50 do século XX a existência de apenas quatro instalações de descasque de arroz, uma fábrica de óleos e algumas unidades de corte e serração de madeiras, de gelo e refrigerantes.
Todo o comércio efetuado entre a Guiné e a parte restante do então espaço económico português se reduzia às transações com o continente e ilhas.
A Guiné importava praticamente todos os bens de consumo de que necessitava, inclusive géneros alimentícios e exportava os seus produtos de que se destacam mancarra, coconote, óleo de palma, arroz, borracha, cera e couros bovinos.
Na Guiné, a ação do banco em auxilio dado às principais atividades económicas, reveste-se de uma especial importância, pelo que representa de ajuda à agricultura e à pequena industria.
A atuação do Banco tomou a forma de auxilio às atividades produtoras, através de contas correntes e empréstimos diversos, em virtude da própria natureza do território, e do atraso económico.
Em 1953, o Banco concedeu um empréstimo de 1.000.000$00 à Junta de Bafatá para a compra de um grupo eletrogéneo, destinado à montagem da central e da rede elétrica local.

No ano de 1957, o Banco efetuou novos empréstimos à Guiné Bissau. Foram concedidos empréstimos às Câmaras Municipais de Bissau e Bafatá com o objetivo de incrementar a atividade económica.
Em 1967 um empréstimo de 15.000 contos foi concedido pelo BNU à província da Guiné.
Assim, o BNU assegurando esta função de financiador da atividade económica, como a de Caixa de Tesouro, permaneceu nesta ex-província portuguesa até 1975.
Poucos meses depois da instalação do novo Governo, resultado do processo de independência, em 20 de Fevereiro de 1975, foi criado o Banco Nacional da Guiné Bissau, o qual passou a tomar responsabilidade exclusiva do sistema monetário do País, simultaneamente como instituição emissora e único banco comercial.
Foi em 28 de Fevereiro de 1976 que o Banco Nacional da Guiné Bissau começou a exercer as suas funções ao transferir-se para ele, na data mencionada, todos os ativos e passivos do Banco Nacional Ultramarino, o único banco existente no país antes da independência.
No ano de 1981, deu-se a abertura de um escritório de representação do BNU na República da Guiné Bissau, possibilitando assim, novamente, a presença do único banco, que tinha exercido a sua atividade no território guineense, desde a data do seu estabelecimento em 1902, até à independência da Guiné Bissau em 1975.
Miguel Costa
Gabinete do Património Histórico da CGD

terça-feira, 15 de outubro de 2013

RELÓGIO - BNU ALENTEJO

Este relógio estava numa das agências do BNU no Alentejo.
Atualmente, como se vê na foto, está no armazém do museu da CGD - BNU.

Para melhor preservar a nossa memória, é essencial a identificação da agência do BNU no Alentejo, onde estava, antes de vir para este armazém.

Será que algum colega sabe dizer em que agência concreta do BNU (Alentejo) estava o relógio?

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

JOSÉ BRANCO - POSTO MÉDICO do BNU

                                    UMA HISTÓRIA DE AMIZADE
Rolam os anos, ano após ano e, às duas por três, damos connosco invadidos pelos cabelos brancos trazidos, exactamente, pelos muitos anos que, entretanto, já rolaram. É, então, chegada a hora para se rebuscar na memória e trazer à luz do dia episódios da nossa vida que nos marcaram vincadamente a existência.
O – a meu ver – extraordinário narrador que é o escritor chileno Luís Sepúlveda, escreveu num dos seus contos: “os amigos não morrem simplesmente: morrem-nos, uma força atroz mutila-nos da sua companhia e continuamos a viver com esse vazio entre os ossos”. Não querendo eu meter a minha romba foice numa seara que não é minha, apetece-me acrescentar que à medida que vamos sobrevivendo à força demoníaca da morte que, de um modo inesperado, nos vai levando amigos e parentes, esses vazios entre os ossos de que fala Luís Sepúlveda vão sendo preenchidos pelas boas recordações que de todos eles nos ficaram indelevelmente gravadas na memória. E foi para melhor definir o sobreviver dessas lembranças que – acho eu – foi inventada a palavra saudade.
Foi ao pensar em tudo isto que me ocorreu contar esta história de amizade.
Ao longo dos muitos anos ao serviço do B.N.U., foi-me dado, a dado passo, conhecer no posto médico o enfermeiro José Branco. Era por todos reconhecida a sua mais que evidente simpatia, o seu trato lhano o seu jeito extrovertido e brincalhão com que acolhia aquele ror de queixumes que por ali aportava todos os dias. Lembro-me até de um certo dia me ter calhado a vez de lhe ir parar às mãos, mercê de uma queda aparatosa sem graves consequências que não fossem as palmas das mãos todas esfoladas em consequência da aterragem que fui forçado a fazer. Parece-me ainda estar a vê-lo a esfregar-me denodadamente aquela carne viva, achava eu que sem dó nem piedade, indiferente aos meus queixumes piegas, com os quais ele brincava, explicando-me que as feridas tinham que ficar bem limpas e desinfectadas sem o que podia resultar dali uma infecção dos diabos.
Para além dessas visitas “forçadas” ao posto médico, eu costumava encontrar também o José Branco durante as férias na Praia de Santa Cruz quando, ocasionalmente, os nossos caminhos se cruzavam, mas para além dos cumprimentos usuais de cortesia as nossas conversas limitavam-se a palavra de circunstância.
Já depois de reformado, a certa altura, decidi comprar um apartamento naquela praia e, numa das minhas idas iniciais ao prédio, quando vou a entrar dou de caras, inesperadamente, com o Branco e a esposa que vinham a sair. Ficámos, assim, todos a saber que, a partir daquele momento, éramos ali vizinhos.
Foi o início de uma agradável convivência que, embora circunscrita aos períodos que por ali simultaneamente permanecíamos, me permitiu conhecer melhor o Branco, inteirando-me da sua personalidade e apercebendo-me de uma sua outra faceta que eu desconhecia, que era a sua enorme paixão pelos livros e pela cultura em geral.
Os anos foram correndo – não muito é certo – e por razões de saúde o casal passou a espaçar mais a sua permanência naquele seu apartamento e eu, por razões diversas, acabei por vender também o meu.
Num dos últimos dias que ali permaneci e tendo-nos, ocasionalmente, reencontrado, aproveitei o ensejo para lhe entregar um envelope que antecipadamente lhe destinara, envelope que continha um bilhete com palavras simples de agradecimento pela sua amizade e uma pequena aguarela, pintada por mim, reproduzindo a praia de Santa Cruz com o seu característico rochedo. Esclarecia ainda, que aquela oferta, não obstante a sua simplicidade era, porque de minha autoria, um testemunho que me parecia adequado para assinalar o nosso tão muito agradável convívio.   
Num dos últimos dias que ali permaneci e tendo-nos, ocasionalmente, reencontrado, aproveitei o ensejo para lhe entregar um envelope que antecipadamente lhe destinara, envelope que continha um bilhete com palavras simples de agradecimento pela sua amizade e uma pequena aguarela, pintada por mim, reproduzindo a praia de Santa Cruz com o seu característico rochedo. Esclarecia, ainda, que aquela oferta, não obstante a sua simplicidade era, porque de minha autoria, um testemunho que me parecia adequado para assinalar o nosso tão muito agradável convívio.Alguns meses passados, já nas vésperas do Natal que, entretanto, se aproximara, alturas em que, habitualmente e pelo telefone trocávamos os tradicionais cumprimentos natalícios, o Branco surpreendeu-me ao dizer que se queria encontrar comigo para me dar pessoalmente um abraço.
Expectante, lá compareci no local e à hora que fora combinada onde, a dado momento ele surge sobraçando um bonito embrulho em papel alusivo à época e que me entregou sorrindo. Porque não esperava por aquela inusitada situação, fiquei sem palavras e limitei-me a dizer um tanto encabulado que não vinha prevenido para lhe retribuir. Com aquele seu ar brincalhão que tanto o caracterizava, ele retorquiu dizendo-me que eu não tinha nada que retribuir, ele é que me vinha retribuir a minha amizade e a oferta daquela minha “borrada”. Além disso, como lera e analisara os meus escritos, aquele era o seu contributo para que escrevesse coisa de jeito.
Aberto o embrulho, dou, surpreso, com um enorme cartapácio numa nova edição de 1937 de uma obra editada em 1719, cuja primeira página aqui se reproduz.
O José Branco, tal como muitos amigos que ao longo da vida fui perdendo, ocupa, agora, um dos muitos vazios que já tenho entre os ossos, mas aquela prenda de Natal, com o seu faceto simbolismo, ficou indelevelmente vincada no meu espírito.
De facto, os amigos não morrem simplesmente. Encontramo-los a cada passo, em cada esquina, a cada momento, sempre e quando a nossa memória no-los trás de volta.

                    MAIA PEREIRA


terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sr. AGOSTINHO DOS SANTOS

António Agostinho dos Santos, nasceu em Torres Vedras em 1930. Começou a trabalhar aos 11 anos como empregado de balcão e aos 14 anos entrou para o curso comercial na escola noturna.
Entrou no Banco Nacional Ultramarino no dia 10 de Outubro de 1952, no Serviço de Pessoal, onde era chefe o Sr. Gualberto, pai de dois colegas nossos "Gualbertos".
Passados dez meses foio colocado no Serviço de Câmbios e até ao fim da sua vida no BNU manteve-se no Departamento de Operações com o Estrangeiro.
Esteve uma temporada em Londres, onde aperfeiçoou os seus conhecimentos de inglês e de operações com o estrangeiro. A evolução do BNU, deu importância às línguas e sobretudo ao Inglês e o Sr. Agostinho dos Santos, acompanhando essa evolução com os seus conhecimentos profundos do inglês,  foi subindo na hierarquia do Departamento até chegar a diretor.
Reformou-se em 1988, como diretor do Departamento Estrangeiro, na Rua Augusta.
Quem passou pela Rua Augusta, nas décadas 60, 70 e 80 do século XX, não podia deixar de conhecer o Sr. Agostinho dos Santos.

terça-feira, 3 de setembro de 2013

DR. VICENTE

José da Silva Vicente, nasceu no dia 22 de Agosto de 1936 em Figueira de Castelo Rodrigo.
Viveu no Porto até aos 11 anos e, aos 12, instalou-se em Lisboa. Fez os estudos no Comercial e aos 13 anos foi trabalhar para um escritório, onde se manteve até ir para a tropa. Depois da tropa, entrou no Montepio e, em 7 de Julho de 1960, entrou no BNU.
Entrou nas Letras à Cobrança na Rua Augusta, sendo chefe o Sr. Hugo Pereira Coutinho. Depois mudou-se para o Centro Mecanográfico, sob a chefia do Dr. Pedro Cabral, Centro Eletrónico, sendo diretor o Dr. Aristides Pereira, Organização e Métodos, sob a direção do Dr. Rita, mais tarde dr. Acácio Monteiro e posteriormente Dr. Bagão. Acabou o curso no ISEG (Instituto Superior de Economia e Gestão), em 1973 quando estava no Centro Eletrónico, com as facilidades para estudo que o Diretor, Dr. Aristides Pereira, lhe concedeu. 
Nos 22 anos de colocação no Departamento de Organização e Métodos, ficou a conhecer profundamente o Banco e suas agências, onde frequentemente se deslocava para elaboração do respetivo estudo de organização.
Reformou-se no dia 1 de Outubro de 1993 sendo técnico, nível 14 da Organização e Métodos da sede da 5 de Outubro.
Tem 3 filhas e sete netos.