sexta-feira, 7 de junho de 2013

JOÃO SALGUEIRO


João Maurício Fernandes Salgueiro, nasceu a 4 de Setembro de 1934 em São Paio de Merelim, no concelho de Braga. É licenciado em Economia pelo Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras (Universidade Técnica de Lisboa) e tem uma pós-graduação em Planeamento Económico e Contabilidade Pública pelo Instituto de Estudos Sociais de Haia, Holanda. Em 1959 começou a trabalhar como técnico economista no Banco de Fomento Nacional, cargo que manteve até 1963. Em 1961 foi nomeado assistente e regente das cadeiras de Teoria Económica e Desenvolvimento Económico no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras, acumulando, a partir de 1965, as funções de diretor do Departamento Central de Planeamento e de secretário técnico da Presidência do Conselho, as quais manterá até 1969. Em Janeiro de 1972 passou a presidir à Junta de Investigação Científica e Tecnológica, onde se manteve até Setembro de 1974.
Em Agosto de 1974 tornou-se vice-governador do Banco de Portugal, deixando esse lugar em Março de 1975. Foi presidente do Instituto de Investimento Estrangeiro em 1981 e presidente do Banco de Fomento Exterior entre 1983 e 1992.
Foi professor convidado da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Católica (1986-1986) e da Faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa (lecionando aqui as cadeiras de Economia Portuguesa entre 1986 e 2003 e de Gestão Bancária entre 1992 e 1993) e do Instituto Superior de Gestão Bancária (onde foi responsável pela disciplina de Integração Europeia de 1992 a 1995).
Foi presidente da Juventude Universitária Católica e, no período da chamada primavera marcelista (1968 – 1970), participou na fundação da SEDES (Associação para o Desenvolvimento Económico e Social)
Em Março de 1969, Marcello Caetano nomeia-o subsecretário de Estado do Planeamento, cargo que ocupa até Agosto de 1971. No governo de Pinto Balsemão - VIII Governo Constitucional entre 1981 e 1983 - foi ministro de Estado e das Finanças e do Plano. Foi deputado à Assembleia da República pelo PSD, entre 1983 e 1985 e, nesse período, presidente da Comissão Parlamentar de Economia e Finanças.
A 10 de Janeiro de 1996 foi nomeado Administrador-geral da CGD e, por acumulação, Presidente do Conselho de Gestão do Banco Nacional Ultramarino, cargos que exerce até 22 de Fevereiro de 2000.
Foi também vice-governador do Banco de Portugal, presidente do Conselho de Administração do Banco de Fomento Nacional, vice-presidente do Conselho Económico e Social e presidente da Associação Portuguesa de Bancos.

Assinatura de João Salgueiro
como Presidente do BNU

segunda-feira, 3 de junho de 2013

CARLOS TAVARES

Carlos Manuel Tavares da Silva, natural de Estarreja, onde nasceu a 4 de abril de 1953. Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia do Porto.
Foi assistente nesta faculdade, onde lecionava também Miguel José Ribeiro Cadilhe.
Entrou como técnico para o gabinete de estudos macroeconómicos do Banco Português do Atlântico, sob a dependência de Miguel Cadilhe, o chamado coveiro do BNU. Cadilhe foi chamado pelo Prof. Cavaco Silva para ministro das Finanças, tomou posse em 6 de Novembro de 1985 e, na sequência de problemas com utilização de bens do estado, teve de sair do governo em 5 de Janeiro de 1990. Em 1989, Cadilhe convidou Carlos Tavares para secretário de Estado do Tesouro, atribuindo-lhe a responsabilidade pelo controle dos orçamentos e investimentos nas empresas do Estado. Quando Cadilhe abandonou o Governo, Carlos Tavares manteve-se na Secretaria de Estado, passando a integrar a equipa de Miguel Beleza. Em 1991, é formado o XII governo constitucional presidido igualmente pelo Prof. Cavaco Silva, tendo como Ministro das Finanças, Braga de Macedo. Carlos Tavares não ficou na equipe ministerial e passa a presidir ao Conselho de Administração da Unicre, desempenhando a função de administrador do SIBS, ambos no setor bancário. Em fevereiro de 1992, regressa ao Banco Português do Atlântico e, em novembro desse ano, sendo Ministro das Finanças, Jorge Braga de Macedo, é eleito presidente do Banco Nacional Ultramarino. Dada a entrada da Caixa Geral de Depósitos no capital do BNU, Carlos Tavares ficou também como vice-presidente da Caixa geral de Depósitos, cargos que exerce até 1996.
Desde a sua entrada no ministério das finanças, continuou sempre ligado ao setor bancário e, em 1996, quando sai do BNU – CGD, passa pelo Cisf (banco de investimentos do Banco Comercial Português) e pelos bancos Chemical, Totta, Pinto e Sottomayor e Crédito Predial Português, sempre em cargos de liderança.
Na campanha eleitoral que levou ao governo o Partido Social Democrata, sob presidência de Durão Barroso, defendeu o programa do partido, mostrando-se favorável ao choque fiscal, com uma baixa significativa de impostos como meio para dinamizar a economia.
Na sequência, foi ministro da economia do governo de Durão Barroso - XV Governo Constitucional - como ministro da Economia (6 de Abril de 2002 – 17 Julho de 2004).
Actualmente é o presidente do Conselho diretivo da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.
A 6 de Fevereiro de 2003 foi agraciado com a Grã-Cruz da Ordem da Rosa Branca da Finlândia, a 10 de Agosto de 2003 com a Grã-Cruz da Ordem de Honra da Grécia e a 16 de Setembro de 2003 com a Grã-Cruz da Ordem Nacional do Cruzeiro do Sul do Brasil.
É um grande admirador e intérprete das músicas de Jorge Palma.

Assinatura de Carlos Tavares
como presidente do BNU
 

sexta-feira, 31 de maio de 2013

DR. COSTA PINTO


Dr. João António Morais da Costa Pinto, natural de Vila Nova de Tazém, concelho de Gouveia, distrito da Guarda, nasceu em 09.12.1945. É presidente da Assembleia Geral da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Tázem. Estudou na Escola Comercial e Industrial de Viseu e licenciou-se em Economia pela Faculdade de Economia do Porto, em 1969. Foi professor convidado no Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG), no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE) e na Universidade Católica do Porto.
Em 1973 entrou para os quadros do Banco de Portugal onde exerceu os cargos de consultor da administração, diretor de departamento, administrador e vice-governador.
Foi secretário adjunto para a economia e finanças do governo de Macau de 19 de Junho de 1981 a 28 de Novembro de 1984, tendo sido condecorado, na sequência do exercício destas funções, como Grande Oficial da Ordem do Infante.
Foi Presidente  do Conselho de Administração do Banco de Comércio e Indústria (BCI).
Foi Vice-Presidente da Associação Empresarial de Portugal, Membro do Comité Monetário da Comunidade Europeia em Bruxelas (1993- 1996) e Membro do Comité de Alternates do Comité de Governadores dos Bancos Centrais Europeus (1993-1997).
Em 5 de Julho de 1988 é publicado o Decreto-Lei 232/88 de 5.7 que transforma o BNU de E.P. (Empresa Pública) em S.A. (Sociedade Anónima), de capitais exclusivamente do estado, "podendo no entanto a sua gestão ser cometida a uma entidade do setor público". O mesmo dec.-lei convoca a assembleia geral do BNU, com objetivo de eleger os cargos sociais e aprovar o respetivo estatudo remuneratório.
Dr. Costa Pinto no BNU
Na sequência, foi realizada a assembleia geral em 31 de Outubro de 1988, que elegeu o novo Conselho de Administração, presidido pelo Dr. Costa Pinto e com os vogais Dr. Carlos Prieto Traguelho e Dr. Vítor Carlos Carvalho Madureira, que transitaram do anterior Conselho de Gestão e ainda Dr. Rui Gomes do Amaral e Dr. Carlos Alberto Fernandes Alcobia.
Em finais de 1989 transfere-se a sede do BNU para o novo edifício da 5 de Outubro, começando a mudança dos serviços. O Contencioso de Banco, que funcionava na Rua do Comércio, edifício Caracol, transferiu-se no  fim de semana de 23-24 de Setembro de 1989, sendo o último dia no Caracol, no dia 22 de Setembro de 1989, 6ª feira e começando a funcionar na 5 de Outubro, na subsequente 2ª feira, dia 25 de Setembro.  
O Dr. Costa Pinto acabou o seu mandato como Presidente do BNU em 1992 e atualmente é Presidente do Conselho de Administração Executivo da Caixa Central de Crédito Agrícola Mútuo (CCCAM).
Assinatura do Dr. Costa Pinto
como Presidente do BNU



quarta-feira, 29 de maio de 2013

DRª MANUELA MORGADO


Foto consta de site da Ordem dos
Economistas, indicada pelo colega
Cotovio
Maria Manuela Matos Morgado Santiago Baptista foi secretária de Estado do Tesouro e Secretária de Estado das Finanças no 1º Governo Constitucional, presidido por Mário Soares e sendo Ministro das Finanças Henrique Medina Carreira, sendo presidente da República, António Ramalho Eanes, governo que findou com a tomada de posse do 2º governo Constitucional em 23.01.78, terminando também as funções de Secretária de Estado da Drª Manuela Morgado.
Foi administradora do Banco de Portugal e presidente da Associação Portuguesa dos Economistas (APEC) e após esta ter passado a ordem dos economistas, de 2005 a 2010 foi vogal do Conselho Geral, de 2005 a 2010. Também pertenceu ao conselho de administração da Cosec (Companhia de Seguros de Crédito).

Sucedeu ao Dr. Mário Adegas como presidente do Conselho de Administração do Banco Nacional Ultramarino, em 1987, sendo Primeiro Ministro Aníbal Cavaco Silva e Ministro das Finanças, Miguel José Ribeiro Cadilhe.
O ministro Cadilhe prosseguiu com a sua ideia de integração do BNU na Caixa Geral de Depósitos e para isso transformou o Banco Nacional Ultramarino de empresa pública numa sociedade anónima de capitais exclusivamente públicos.
Como refere a Drª Mónica Ferreirinha na sua História do BNU, em 26.10.1988, na cerimónia da tomada de posse do novo Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, presidida por Rui Vilar, o Ministro das Finanças Dr. Miguel Cadilhe referiu que cabia à Caixa Geral de Depósitos a responsabilidade de gerir o Banco Nacional Ultramarino.
Penso que, na altura, os trabalhadores não nos apercebemos daquilo que seria o caminho normal para a extinção do nosso Banco. Na conversa com o Sr. Dr. Assunção Fernandes, fiquei a saber que a administração do Dr. Mário Adegas, viu logo que o BNU não teria futuro e por isso se demitiu.  

Assinatura da Drª Manuela Morgado
como Presidente do BNU 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

DR. GAUDÊNCIO


António Caeiro Punilhas Gaudêncio, nasceu na freguesia de Alqueva,concelho de Portel, Distrito de Évora.
Entrou no BNU em 27.10.66, no Departamento de Contabilidade, na sede, Rua Augusta em Lisboa.
Já como empregado do Banco Nacional Ultramarino, continuou os seus estudos, acabando o 7.º ano do Liceu e licenciando-se em Finanças no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras da Universidade de Lisboa, em 1973. Depois de Licenciado foi nomeado Técnico do Banco.
O Departamento de Contabilidade foi, entretanto, dividido em dois Serviços: O Serviço de Contabilidade e o Serviço de Orçamento e Controlo. Nessa Divisão, foi nomeado o Dr. Gaudêncio, chefe do Serviço de Orçamento e Controlo.
Posteriormente foi nomeado para a Direcção do Departamento de Contabilidade Orçamento e Controlo a funcionar na Rua dos Anjos.
No príncipio dos anos 1990, foi para a Direcção do Departamento dos Meios Gerais e Segurança ( DMGS ) na Sede, na Av. 5 de Outubro.
Reformou-se em 2001.
É casado com Cecília Maria Oliveira Lopes Gaudêncio
Tem duas filhas e quatro netos.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

TORNEIO DE TÉNIS - 2013

Com o patrocínio da nossa Associação, realizou-se mais um torneio de ténis, da Páscoa.
A organização destes torneios está mais uma vez de parabéns. Tirando o facto de não ter feito um bom acordo com S. Pedro para não chover, fez uma ótima escolha de hotel (Hotel Santa Maria), com localização, serviço e preços do melhor, com satisfação de todos.
As partidas de ténis só foram possíveis no Sábado, devido ao tal mau acordo com S. Pedro.
Mas deu para jogarem todos e, no final, fazer uma classificação entre todos os participantes.  
 
 
Foto do mosteiro de Alcobaça tirada do hotel Santa Maria
 
O Hotel é o primeiro edifício à direita na foto.
 
 
Impressões do torneio
 

quinta-feira, 11 de abril de 2013

DR. ASSUNÇÃO FERNANDES


 

O Dr. João Assunção Fernandes foi administrador do BNU na presidência do Dr. Mário Adegas, com os pelouros financeiro, organização e informática, administrativo e marketing/publicidade.
Também ele se demitiu em 1988, na sequência da reunião com o então ministro das Finanças, Miguel Cadilhe, em que este deixou claro que o Estado Português não pagaria ao BNU as indemnizações compensatórias devidas e acordadas pela entrega das agências e valores do ultramar aos novos países independentes.
O Dr. Assunção Fernandes foi dos que abertamente se negou a continuar o caminho certo do fim do BNU.

 Esta partilha faz-me recuar 35 anos, e recordar com muito agrado quando conheci o Dr. Assunção Fernandes no seu belíssimo gabinete no 1º andar, depois de ter sido nomeado para o meu primeiro cargo de chefia no Departamento Financeiro, por um grande profissional e excelente pessoa ( que recordo com muita saudade ), o sr. Bartolomeu Dias.
Joaquim Matos