Alguém se lembra? (clicar na setinha para ver o vídeo)
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Onze mil ou doze mil virgens
O "BOLETIM DE CONTACTO", da Associação dos Antigos Empregados do BNU, noticia, entre outras, a visita a Alcácer do Sal que incluiu a visita à Capela das "Doze Mil virgens". Há dias também fui fazer essa vista com um grupo que estuda história de arte com o professor José Manuel Ferrão. O professor disse que eram onze as virgens. E contou que passaram a onze mil porque na pedra tumular que foi encontra tinha referência a onze M. V., ou seja, onze (M)ártires (V)irgens. Mas o que se costumava escrever era Virgem e Mártir e não ao contrário. Então alguém interpretou o M. como mil e passaram a ser onze mil virgens.
Pronto, se calhar a D. Olga, (que fez a notícia no "Contacto") enganou-se e não são doze mil mas só onze mil, ou seja onze. É caso para dizer, mais mil menos mil, ou seja, mais uma menos uma...
Há também quem diga que nem onze são e é só uma que se chamava Undecimilia (=onze mil).
Podemos imaginar as histórias que se inventaram do martirio das onze mil raparigas, todas em fila para serem mortas ou juntas numa casa, ou... sei lá. E o carrasco ou carrascos, quanto tempo levaram? Não se cansaram? E a cidade donde provinham, ainda ficou com raparigas? Pouparam as mais bonitas? Bom, é melhor passar à frente, senão isto ainda descamba...

Seja como fôr, vale a pena visitar(aconselho visita guiada com entendido na arte portuguesa) este extraordinário monumento. Não imaginamos as preciosidades artísticas que possuimos em Portugal!
A lenda das Onze Mil Virgens foi muito popular até ao início da Idade Moderna. Em sua homenagem, Cristóvão Colombo, em novembro de 1493, deu a um grupo de ilhas das Antilhas o nome de "Santa Úrsula e as Onze Mil Virgens". São hoje as Ilhas Virgens, divididas entre um território estadunidense e uma colónia britânica.
O navegador português José Álvares Fagundes também chamou "Onze Mil Virgens" a um grupo de ilhas perto da Terra Nova, mas o rei chamou-lhe Ilhas Verdes e os franceses, que as reivindicaram depois de 1535, deram-lhe o nome de ilhas Saint Pierre e Miquelon, que têm ainda hoje. Continuaram, porém, a aparecer com o nome original em mapas do século XVI.

Já agora apresento umas fotos interessantes que tirei em Alcácer. Duas representam uma casa com um aviso interessante:
PROIBIDO
UTILIZAR
O TELHADO
DESTE PRÉDIO
COMO PASSAGEM


O telhado como passagem? será que os pombos de Alcácer sabem ler?
Bom, os medievais inventavam logo, sabe-se lá, a história de um gigante que assolava a povoação e que passava por cima dos telhados, mas que ficava completamente tolhido com proibições escritas nas paredes das casas por onde passava...

Outra foto que tirei na Igreja da Misericórdia de Alcácer: Um.. como é que lhe hei-de chamar?.. um nobre bem vestido, mostrando que pode servir de sustentáculo a um púlpito.
S. LOURENÇO
A história das onze mil virgens, faz-me lembrar outra, que me deixou muito desiludido. É a história de S. Lourenço. Diz o martirológio (relato das vidas dos mártires) que S. Lourenço, desgradou ao Imperador Romano, que o mandou grelhar e que o Santo enfrentou o suplício mortal com coragem de tal forma que depois de estar já bem queimado, ainda teve força para dizer aos carrascos para o virarem porque daquele lado já estava.
Eu considerava este santo o padroeiro dos veraneantes que, na praia, se vão virando até ficarem bem tostados pelo sol.
Mas não é que tudo isto afinal é inventado?

No museu de S. Roque (Vale a pena visitar Igreja e Museu, no Largo da Trindade em Lisboa), que também vem referido no último "Contacto", está lá a representação de S. Lourenço com a grelha na mão. E sempre tem sido representado tendo em conta esta forma de martírio. Em Roma, visitei umas catacumbas de S. Lourenço, que têm, à entrada, uma imagem do santo com a grelha na mão.
Então, a lenda e toda a história inventada posteriormente, vem do simples equívoco de ser referido em documento que o S. Lourenço "passus est", ou seja "foi morto". Mas, com o decurso do tempo, o "p" desapareceu ou tornou-se imperceptível e ficou "assus est", ou seja "foi assado".
Eu nem acredito que se tenha inventado toda esta história só porque desapareceu uma letra num documento...
Lá se vai o meu padroeiro dos banhos de sol...
Pronto, se calhar a D. Olga, (que fez a notícia no "Contacto") enganou-se e não são doze mil mas só onze mil, ou seja onze. É caso para dizer, mais mil menos mil, ou seja, mais uma menos uma...
Há também quem diga que nem onze são e é só uma que se chamava Undecimilia (=onze mil).
Podemos imaginar as histórias que se inventaram do martirio das onze mil raparigas, todas em fila para serem mortas ou juntas numa casa, ou... sei lá. E o carrasco ou carrascos, quanto tempo levaram? Não se cansaram? E a cidade donde provinham, ainda ficou com raparigas? Pouparam as mais bonitas? Bom, é melhor passar à frente, senão isto ainda descamba...

Seja como fôr, vale a pena visitar(aconselho visita guiada com entendido na arte portuguesa) este extraordinário monumento. Não imaginamos as preciosidades artísticas que possuimos em Portugal!
A lenda das Onze Mil Virgens foi muito popular até ao início da Idade Moderna. Em sua homenagem, Cristóvão Colombo, em novembro de 1493, deu a um grupo de ilhas das Antilhas o nome de "Santa Úrsula e as Onze Mil Virgens". São hoje as Ilhas Virgens, divididas entre um território estadunidense e uma colónia britânica.
O navegador português José Álvares Fagundes também chamou "Onze Mil Virgens" a um grupo de ilhas perto da Terra Nova, mas o rei chamou-lhe Ilhas Verdes e os franceses, que as reivindicaram depois de 1535, deram-lhe o nome de ilhas Saint Pierre e Miquelon, que têm ainda hoje. Continuaram, porém, a aparecer com o nome original em mapas do século XVI.

Já agora apresento umas fotos interessantes que tirei em Alcácer. Duas representam uma casa com um aviso interessante:
PROIBIDO
UTILIZAR
O TELHADO
DESTE PRÉDIO
COMO PASSAGEM
O telhado como passagem? será que os pombos de Alcácer sabem ler?
Bom, os medievais inventavam logo, sabe-se lá, a história de um gigante que assolava a povoação e que passava por cima dos telhados, mas que ficava completamente tolhido com proibições escritas nas paredes das casas por onde passava...
Outra foto que tirei na Igreja da Misericórdia de Alcácer: Um.. como é que lhe hei-de chamar?.. um nobre bem vestido, mostrando que pode servir de sustentáculo a um púlpito.
S. LOURENÇO
A história das onze mil virgens, faz-me lembrar outra, que me deixou muito desiludido. É a história de S. Lourenço. Diz o martirológio (relato das vidas dos mártires) que S. Lourenço, desgradou ao Imperador Romano, que o mandou grelhar e que o Santo enfrentou o suplício mortal com coragem de tal forma que depois de estar já bem queimado, ainda teve força para dizer aos carrascos para o virarem porque daquele lado já estava.
Eu considerava este santo o padroeiro dos veraneantes que, na praia, se vão virando até ficarem bem tostados pelo sol.
Mas não é que tudo isto afinal é inventado?

No museu de S. Roque (Vale a pena visitar Igreja e Museu, no Largo da Trindade em Lisboa), que também vem referido no último "Contacto", está lá a representação de S. Lourenço com a grelha na mão. E sempre tem sido representado tendo em conta esta forma de martírio. Em Roma, visitei umas catacumbas de S. Lourenço, que têm, à entrada, uma imagem do santo com a grelha na mão.
Então, a lenda e toda a história inventada posteriormente, vem do simples equívoco de ser referido em documento que o S. Lourenço "passus est", ou seja "foi morto". Mas, com o decurso do tempo, o "p" desapareceu ou tornou-se imperceptível e ficou "assus est", ou seja "foi assado".
Eu nem acredito que se tenha inventado toda esta história só porque desapareceu uma letra num documento...
Lá se vai o meu padroeiro dos banhos de sol...
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Augusto e Francisco
Neste pequeno extracto de vídeo está o Augusto, durante largos anos porteiro na sede da Rua Augusta e depois do edifício Caracol, onde estava o contencioso do Banco Nacional Ultramarino e vemos também o Francisco, que foi durante muitos anos contínuo no contencioso tanto no Caracol, como depois na 5 de Outubro.
Sempre tive um carinho especial pelo Francisco. Eu chamava-lhe o Xico Fininho (por ser gordo, claro) e ele dizia que quando fosse presidente da República de S. Tomé me havia de chamar para ministro. Algumas vezes pensei que estava a falar a sério, tal a convicção com que o dizia. Contava-me os problemas familiares e ainda agora penso que a sua luta não terá sido fácil. Não sei o que será feito dele, porque desde que se reformou, nunca mais o vi nem tive notícias.
O Augusto soube agora que já faleceu. Foi um homem cheio de iniciativa e estava por dentro dos negócios que se faziam na Baixa. Os contrabandistas da minha terra (raia transcudana) conheciam-no todos, sobretudo os que negociavam com divisas estrangeiras. Em alturas de contenção na exportação de divisas, ele arranjava moeda estrangeira para os elementos do conselho de administração do Banco poderem deslocar-se ao estrangeiro sem os limites legais. A moeda estrangeira, adquirida nos bancos, para as deslocações ao estrangeiro, era registada no respectivo passaporte e não podia ultrapassar um limite pequeno. O Augusto era o socorro de todos os que queriam ultrapassar esse limite. Estava sempre pronto a ajudar os colegas ou amigos. Segundo diziam, ganhou bom dinheiro nesse negócio. O grande escritor da raia transcudana, Manuel Leal Freire, defende no seu livro «CONTRABANDO, DELITO MAS NÃO PECADO», estes homens lutadores pela vida. E eu penso que este contrabando não deve ser considerado grande pecado porque, na altura, todos recorremos a ele e nunca se ouviu dizer que algum destes contrabandistas tivesse sido processado.
Pois o Augusto, depois de o contencioso se ter mudado para a 5 de Outubro, ainda ficou algum tempo na Baixa, mas depois reformou-se e parece que estava bem de dinheiro. Mas talvez não tenha aguentado bem a mudança da reforma e não teve um fim muito feliz.
Não sei se foi ele que arranjou o whisky desta história que me contou um colega.
Num dos departamentos do Banco, os colegas compraram whisky, que na altura se chamava de Sacavém, ou seja de contrabando. Um dos colegas comprou uma garrafa de Martin's 20 anos, por um preço, claro, chorudo. Digo eu que se calhar o produto era o mesmo do das outras marcas, pois o vendedor (=engarrafador?) era o mesmo, mas enfim...
Então os colegas conseguiram, enquanto o comprador do Martin's foi almoçar, tirar com uma agulha e seringa, o whisky e meter-lhe na garrafa, chá em substituição.
Ele levou a garrafa para casa e os colegas todos os dias lhe perguntavam quando é que podiam ir a sua casa provar a pomada, desejosos de o confrontar com o chá que tinha comprado. Mas ele um dia acabou por dizer: olha pá, daquela pomada nenhum de vocês vai provar, porque já ofereci a garrafa ao médico da minha filha.
Choin...
Sempre tive um carinho especial pelo Francisco. Eu chamava-lhe o Xico Fininho (por ser gordo, claro) e ele dizia que quando fosse presidente da República de S. Tomé me havia de chamar para ministro. Algumas vezes pensei que estava a falar a sério, tal a convicção com que o dizia. Contava-me os problemas familiares e ainda agora penso que a sua luta não terá sido fácil. Não sei o que será feito dele, porque desde que se reformou, nunca mais o vi nem tive notícias.
O Augusto soube agora que já faleceu. Foi um homem cheio de iniciativa e estava por dentro dos negócios que se faziam na Baixa. Os contrabandistas da minha terra (raia transcudana) conheciam-no todos, sobretudo os que negociavam com divisas estrangeiras. Em alturas de contenção na exportação de divisas, ele arranjava moeda estrangeira para os elementos do conselho de administração do Banco poderem deslocar-se ao estrangeiro sem os limites legais. A moeda estrangeira, adquirida nos bancos, para as deslocações ao estrangeiro, era registada no respectivo passaporte e não podia ultrapassar um limite pequeno. O Augusto era o socorro de todos os que queriam ultrapassar esse limite. Estava sempre pronto a ajudar os colegas ou amigos. Segundo diziam, ganhou bom dinheiro nesse negócio. O grande escritor da raia transcudana, Manuel Leal Freire, defende no seu livro «CONTRABANDO, DELITO MAS NÃO PECADO», estes homens lutadores pela vida. E eu penso que este contrabando não deve ser considerado grande pecado porque, na altura, todos recorremos a ele e nunca se ouviu dizer que algum destes contrabandistas tivesse sido processado.
Pois o Augusto, depois de o contencioso se ter mudado para a 5 de Outubro, ainda ficou algum tempo na Baixa, mas depois reformou-se e parece que estava bem de dinheiro. Mas talvez não tenha aguentado bem a mudança da reforma e não teve um fim muito feliz.
Não sei se foi ele que arranjou o whisky desta história que me contou um colega.
Num dos departamentos do Banco, os colegas compraram whisky, que na altura se chamava de Sacavém, ou seja de contrabando. Um dos colegas comprou uma garrafa de Martin's 20 anos, por um preço, claro, chorudo. Digo eu que se calhar o produto era o mesmo do das outras marcas, pois o vendedor (=engarrafador?) era o mesmo, mas enfim...
Então os colegas conseguiram, enquanto o comprador do Martin's foi almoçar, tirar com uma agulha e seringa, o whisky e meter-lhe na garrafa, chá em substituição.
Ele levou a garrafa para casa e os colegas todos os dias lhe perguntavam quando é que podiam ir a sua casa provar a pomada, desejosos de o confrontar com o chá que tinha comprado. Mas ele um dia acabou por dizer: olha pá, daquela pomada nenhum de vocês vai provar, porque já ofereci a garrafa ao médico da minha filha.
Choin...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Contencioso - na 5 de Outubro

Legendas possíveis para esta foto:
1 - Dois ilustres advogados (Dr. Domingos Barradas e Dr. Augusto Trindade) aproveitando as férias judiciais (6 de Agosto de 1991) para pôr a escrita em dia, no 12º andar da sede do BNU, na Av. 5 de Outubro.
2 - Dois advogados (um alentejano e outro transmontano), ambos com a mão esquerda à cintura, discutindo acaloradamente, a melhor forma de encostar à parede um devedor relapso do BNU.
3 - O que é que estarão a ventilar estes dois mânfios?

E a legenda para esta foto?
escolho esta:
Deve ter sido este que tirou a foto aos outros e vice-versa.
A foto do Dr. Trindade e do Dr. Barradas em que este não tira os olhos do processo, enquanto fala, faz-me lembrar um episódio com a Drª Lemos Viana, que Deus tenha.
A Drª não quis reformar-se antes dos 65 anos porque queria, como ela dizia, ver o fundo ao tacho. A direcção porém, na expectativa da reforma, já não lhe atribuía processos novos e ela aproveitava o tempo mais livre para praticar o seu gosto pelas exposições jurídicas e outras com os colegas.
Dizia ela que o seu Pai (ilustre advogado de Castelo Branco) lhe dizia: a menina quando tiver razão refile, mas quando não tiver, refile também.
Nesse aspecto, acho que a Drª nunca deixou ficar mal o seu Pai.
A Drª tinha um carinho especial pelo Dr. Barradas, a quem tratava de Paizinho (porque ele na conversa, usava uma bengala da linguagem, interpondo na conversa, a palavra "filha" - "Ó filha, está bem!") e vinha muitas vezes ao nosso (meu e do Dr. Barradas) gabinete a pôr a escrita em dia.
O Dr. barradas, sempre com uma paciência e compreensão infinita, ía acenando com a cabeça e dizendo que sim que sim, e ia vendo o processo e escrevendo. Até que a Drª lhe diz: Ó paizinho, não esteja para aí a dizer que sim, olhe pra mim, olhe pra mim.
Lá se foi o rendimento do dia do Dr. Barradas.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Biblioteca do BNU

O meu amigo espanhol Angel, grande amigo de Portugal, militante do fim de todas as fronteiras entre Portugal e Espanha, e fotógrafo de alto gabarito (http://www.andaluciaimagen.com/fotografo/a--hernandez) tirou esta foto às antigas instalações da biblioteca do BNU e antigas instalações da agência do Rossio em Lisboa.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Antiga sede do BNU - Museu da Moda e do Design
Aqui vão estas imagens que consegui tirar durante a visita ao Museu da Moda e do Design, bem ilucidativas do estado desgraçado a que chegou o belo interior do edifício.
Espero que após a reabilitação do Museu, os arquitectos responsáveis saibam preservar algumas das belezas que certamente ainda lá estão, como todo o espaço do 1º andar, mural de acesso às casas fortes, etc.
Um grande abraço
Joaquim Matos
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
BNU em Angola
O Banco Nacional Ultramarino foi o grande factor de harmonização do sistema monetário nas colónias portuguesas. Em Angola, houve umas primeiras notas emitidas pelas Fazendas locais até que foi concedido ao BNU o exclusivo da emissão de moeda.
Com a abertura da sucursal de Luanda, em 1865, o BNU pôs em circulação a sua primeira emissão - "emissão tipo Succursal de Loanda". Estas notas eram expressas em "reis".
A partir de Março de 1909, o BNU uniformiza as emissões para as cinco colónias de África, com a efígie de Vasco da Gama, passando as notas a ter os mesmos valores, apenas com a diferença na indicação da província. Chamou-se a esta série " EMISSÃO VASCO DA GAMA".
A partir de 1910 as emissões do BNU são expressas em escudos. Em 1921, a emissão em escudos têm a efigie do fundador do BNU , Francisco Chamiço. É chamada a "emissão chamiço" e o povo chamou a essas notas "os chamiços". Em 1926, a Junta da Moeda, em Angola, passa a emitir os "Angolares", que continuam no papel moeda do Banco de Angola até à Lei Orgânica de 1953, que unifica a moeda e todos os valores passam a ser mencionados em escudos.

C H A M I Ç O


EDIFÍCIO DA SUCURSAL DE LUANDA
O angolano duo Ouro Negro canta a canção "por um chamiço" , referindo-se precisamente a essa nota de escudos do BNU.
Com a abertura da sucursal de Luanda, em 1865, o BNU pôs em circulação a sua primeira emissão - "emissão tipo Succursal de Loanda". Estas notas eram expressas em "reis".
A partir de Março de 1909, o BNU uniformiza as emissões para as cinco colónias de África, com a efígie de Vasco da Gama, passando as notas a ter os mesmos valores, apenas com a diferença na indicação da província. Chamou-se a esta série " EMISSÃO VASCO DA GAMA".
A partir de 1910 as emissões do BNU são expressas em escudos. Em 1921, a emissão em escudos têm a efigie do fundador do BNU , Francisco Chamiço. É chamada a "emissão chamiço" e o povo chamou a essas notas "os chamiços". Em 1926, a Junta da Moeda, em Angola, passa a emitir os "Angolares", que continuam no papel moeda do Banco de Angola até à Lei Orgânica de 1953, que unifica a moeda e todos os valores passam a ser mencionados em escudos.

C H A M I Ç O

EDIFÍCIO DA SUCURSAL DE LUANDAO angolano duo Ouro Negro canta a canção "por um chamiço" , referindo-se precisamente a essa nota de escudos do BNU.
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