domingo, 16 de janeiro de 2011

CASAS FORTES

Fui à Baixa e, claro, não podia deixar de dar uma vista de olhos à nossa sede, onde está agora o MUDE – Museu do Design e da Moda.


Pois, então, tem uma novidade. Abriu, para ser visitada pelo público, a zona dos cofres de aluguer.
Pode espreitar-se, dentro da zona dos cofres, os corredores de ligação para as outras casas fortes.






As casas fortes do Banco Nacional Ultramarino foram feitas na cave do edifício da Rua Augusta pela CHUBB & Son's Lock and Safe Co Ltd. Esta sociedade foi fundada pelos irmãos Charles e Jeremiah Chubb, em 1818 em Portsmouth, após a invenção por Jeremiah Chubb, de uma fechadura que só podia ser aberta com as suas próprias chaves, o que revolucionou a indústria de fechaduras e deu fama aos irmãos Chubb.
O Governador Francisco José Vieira Machado foi a Inglaterra visitar as casas fortes do Banco de Inglaterra e encomendou o mesmo modelo para o BNU.
Vieram os ingleses da CHUBB e orientaram as obras na cave do edifício da Rua Augusta. Fez-se a escavação da cave que se prolonga por todo o edifício ficando este assente em macacos hidráulicos até se completarem as obras.
As obras começaram em 1962 e nas comemorações do centenário do Banco, Maio de 1964, foram abertas ao público as casas fortes que, dado o luxo do seu revestimento, com mármores e granitos estrangeiros, e as características da sua construção ficaram a seu consideradas as melhores da Europa.
Os diversos sectores das casas fortes estão ligados por portas, com segurança duplicada, que só permite a sua abertura com a intervenção de claviculários de ambos os lados.
São os seguintes os sectores das casas fortes:
-Casa forte dos cofre de aluguer, que está agora aberta às visitas do público.
-casa forte da tesouraria que incluía a casa forte da moeda estrangeira.
-casa forte das letras.
-casa forte dos títulos.
Toda a zona das casas fortes e o seu sistema de portas torna completamente estanque toda a área, de forma que, por mais inundações que haja na baixa, não será afectada a zona dos cofres por qualquer pingo de humidade.
Penso que, da forma como foram construidas as casas fortes e a sua inserção na estrutura das caves, não é possível agora retirar esta estrutura, sem danificar todo o edifício.
O MUDE fez agora uma opção óptima e abriu a zona dos cofres de aluguer a visita do público.
Penso que valia a pena abrir toda a zona das casas fortes para visita do público e com alguma explicação sobre a sua história e modelo de construção.
Para já, podemos fazer uma visita de saudade, lembrando não só os cofres, como a mobília que utilizávamos nos anos setenta do século passado.















domingo, 2 de janeiro de 2011

BNU MOÇAMBIQUE

Caro colega,anexo mais uma das imensas fotos demontrativas da amizade que existe entre os bancários do BNU que também prestaram os seus serviços além mar
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Comemorando mais um ano de amizade. Colegas de Moçambique da Tesouraria


António José S.C.Correia
Cordiais Saudações
Até Sempre

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

ANO NOVO


VELHAS LEMBRANÇAS










segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

VIAGEM A ISRAEL

Com os meus cumprimentos segue anexo uma foto de Petra, Grupo de A.E.B.N.U., que se fez á aventura por ISRAEL,viagem maravilhosa que a nossa associação nos proporciona anualmente pelo mundo fora.

António José S.C.Correia
Cordiais Saudações
Até Sempre



terça-feira, 21 de dezembro de 2010

MAGUSTO 2010

Com os meus cumprimentos aí vai uma foto do magusto deste ano.
António Cotovio Correia

sábado, 11 de dezembro de 2010

TAPEÇARIA do BNU em ZURIQUE

Tapeçaria que pertenceu ao Património Histórico do BNU, numa excelente exposição no Museu Rietberg - Zurique
O Museu Rietberg, em Zurique - Museu de Artes da América, África, Ásia e Oceânia – organizou a Exposição Marfins do Ceilão – objectos de luxo do Renascimento, a qual está patente ao público, entre 28 de Novembro de 2010 e 13 de Março de 2011.
Se alguns colegas tiverem oportunidade de visitar Zurique neste período, não deixem de ir ver esta excelente Exposição, onde irão encontrar a magnífica tapeçaria Chegada de Vasco da Gama a Calicut (séc.XVI), a qual, além de constituir o highlight do Núcleo de Abertura, irá fazer parte de um Programa Educativo a decorrer durante todo o período da exposição.

Esta tapeçaria que pertenceu ao Património Histórico do Banco Nacional Ultramarino e que hoje integra o Acervo Museológico da CGD, é considerada uma peça rara, muito curiosa e de elevado valor patrimonial.
Faz parte de uma série denominada à Maneira de Portugal e da Índia, encomendada pelo rei D. Manuel I aos teares flamengos, para comemorar o período de Expansão Marítima que se viveu no seu reinado.
Com as dimensões de 7,70m x 4,00m, foi tecida nas oficinas de Tournai – Flandres (um dos mais importantes centros europeus de fabrico de tapeçarias no século XVI), em lã e seda, em tons de vermelho, azul, verde, amarelo e castanho e apresenta características estilísticas e de composição ainda góticas.
Profusamente ornamentada, a sua figuração tem sido motivo de vários estudos e interpretações, dadas as alegorias e simbolismos que apresenta. Julga-se que retrata a chegada das naus de Vasco da Gama à Índia, com pendões esvoaçando nos mastros, numerosos marinheiros a bordo ou em pequenos barcos - um dos quais cheio de avestruzes -

transmitindo uma imagem curiosa e espectacular da cena do desembarque.
Apresenta ainda curiosos elementos do mundo animal: o unicórnio - animal mitológico - a ser transferido para o barco onde já se encontram três camelos, um leopardo enjaulado, animais sobre rochas e uma pequena gaiola com várias aves.


Na extremidade direita, podemos ver algumas pessoas a sair de um castelo para dar as boas vindas à frota. Um mensageiro entrega uma carta ao Rei de Calicut, o que está de acordo com a investigação histórica geral. Por cima do arco de entrada do castelo, que parece pertencer ao Rei, estão inscritas as palavras “INDIAE NOVAE” (NOVA ÍNDIA).

O facto de se encontrarem em cada um dos lados da tapeçaria elementos urbanos e figurativos de expressão europeia e oriental torna possível uma interpretação de particular importância simbólica: O Encontro dos Mundos - o Mundo Oriental e o Mundo Ocidental - com as caravelas portuguesas ao centro.

Foi adquirida pelo Banco Nacional Ultramarino, em 1961, (altura em que se preparava a comemoração do centenário do Banco que iria ocorrer em 1964) na firma de antiquários French & Company Inc., de Nova Iorque, anteriormente pertença do Marquês de Dreux-Brézé – Castelo de Brézé, em Anjou.
Segundo o perito de têxteis em tapeçarias M. Louis de Farcy, esta tapeçaria fazia parte de um conjunto originalmente adquirido por Filipe o Formoso, Duque de Borgonha e Rei de Castela e teria sido oferecida a um nobre, provavelmente Jacques de Breze, Senescal da Normandia.

Tem figurado em grandes exposições internacionais e a sua presença nesta Exposição em Zurique enquadra-se no ambiente retratado – a época das Descobertas.
Foi em 1506 que os Portugueses chegaram à lendária ilha de Ceilão (a mítica Taprobana de Camões), actual Sri Lanka. A partir de então, graças às relações comerciais que estabeleceram com os reis cingaleses, mercadorias raras como especiarias, madeiras, marfins, pedras preciosas e até mesmo elefantes, foram trazidas para a Europa.
O foco da exposição centra-se num conjunto de belíssimos objectos de marfim do século XVI, feitos no Sri Lanka, que pertenceram à colecção de Catarina de Áustria (1507-1578), rainha de Portugal, e que se encontram actualmente em diversos museus e colecções particulares.

É a primeira vez que uma exposição deste género é apresentada na Suíça, visando dar a conhecer a um vasto público – suíço, alemão e austríaco - alguns aspectos da História de Portugal durante a época dos Descobrimentos, pondo em evidência o lado exótico das novas terras descobertas - figuras, fauna e flora - que tanto fascinaram Portugal e a Europa da época e que ainda hoje nos surpreendem pela sua beleza e iconografia misteriosa.

Organizada pelo Museu Rietberg, com o apoio da embaixada e do consulado de Portugal na Suíça e do Instituto Camões, esta Exposição é também uma forma de promoção de Portugal na Suíça durante um período de três meses e meio, durante o qual decorrerão vários eventos – concertos de música renascentista, sessões de fado, leituras e semanas de gastronomia portuguesa – que serão amplamente divulgados pelos media suíços.

Lídia Barros

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

S. TOMÉ

O (Manuel) Araújo, Leão, foi com os colegas Elvido Viveiros e Jorge Aleixo fazer uma viagem por terras de S. Tomé.
Como bons BNUs não podiam deixar de trazer umas recordações do nosso Banco.
Terras bonitas que ainda fazem comover de saudade quem por lá andou durante uma vida.
Vejam só o Araújo numa dessas paisagens.


Tirou fotos à antiga sede do BNU na cidade de S. Tomé.
Actualmente é a sede do Banco de S. Tomé e Príncipe



Elvido (residente actualmente em Oeiras), Alberto (ainda em S. Tomé) e Aleixo (residente no Algarve) que trabalharam na sede do BNU em S. Tomé.
Depois do 25 de Abril, o Elvido veio para Lisboa, onde trabalhou, até à reforma, no Centro Electrónico. O Aleixo veio para o Algarve, onde trabalhou na agência do BNU, Albufeira, até à reforma.
O Alberto reformou-se em S. Tomé e lá continua.

Lucena e Bernardo Viegas, ex-funcionários do BNU - Guiné Bissau e que transitaram para o BNU S. Tomé onde se reformaram e onde continuam a viver.

Elvido, Maria do Rosário e marido. A Maria do Rosário trabalhou, com o Elvido, no BNU - S. Tomé, onde se reformou e continua a viver em S. Tomé com a família.


Brasão do BNU, ainda existente no chão da entrada da sede do Banco de S. Tomé e Principe.


Antiga sede da agência do BNU no Príncipe. Foto tirada da internet.


A seguir, reproduzimos algumas fotos das paisagens paradisíacas de S. Tomé que o Araujo nos trouxe.