terça-feira, 15 de abril de 2014

TÉNIS - RECORDAÇÕES

O grupo de Ténis do BNU, há largos anos que mantém o torneio de Páscoa.
Muitas vezes com chuva, outras com desistências de alguns, com a paixão do Dr. Horácio Rodrigues, Jorge Arrais, Carlos Duarte e outros, tem resistido a todas as contrariedades. Ultrapassou o fim do  BNU e tem resistido a desistências e incapacidades dos competidores. 
Tem tido uma escolha variada de locais que proporciona aos participantes visitas e conhecimentos dos nossos valores. Este ano repete o do ano passado, Alcobaça. O convívio é sempre novo e do melhor.
Aqui ficam umas lembranças de outras páscoas.
 
CASTELO DE VIDE - 1994
 



VILA NOVA DE CERVEIRA
 
  

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

MARIA HELENA QUEIRÓS


Nasceu em Montalegre, Vila Real, em 1924. Com 26 anos começou a trabalhar numa companhia de seguros, e, em 1964, com 40 anos entrou no BNU onde foi diretora nos Serviços Culturais e Técnicos de Documentação e Arquivo.
Reformou-se em 1990, já na Av. 5 de Outubro.
Tem saudades do BNU. Diz-nos que a sua história no BNU é uma história muito bonita e que foi sempre uma privilegiada.
Continua bonita e saudável. Assim vale a pena viver uma longa vida.
Não casou nem tem filhos.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

CABO VERDE

No artigo 5º da Carta de Lei de 16 de maio de 1864 era concedido ao Banco Nacional Ultramarino o exclusivo da fundação e administração de Instituições bancárias nas províncias ultramarinas. O Diploma de então previa a abertura de Agências naquelas províncias em prazo determinado, cujo incumprimento originava sanções para o banco, também descriminadas no mesmo documento.
Francisco de Oliveira Chamiço, que viria, pouco tempo depois, a tornar-se um Governador estimado e admirado a nível nacional e internacional, tinha já nos seus ideais a consistência da economia portuguesa através da evolução das Províncias Ultramarinas e assim, 3 dias depois, enviava ao então Ministro Mendes Leal um ofício com a disponibilização de 70 000$000 Réis para Cabo Verde.
Todavia, a situação fragilizada das Ilhas e a fraca economia vinda da agricultura não se remediavam com a ajuda financeira do BNU a qual acabou por só se concretizar depois de 1870.
No ano de 1865, o Banco Nacional Ultramarino abria ao público, em janeiro, a sua primeira Sede no Loreto, em Lisboa, e um ano mais tarde, a 23 de outubro, a sua Agência da cidade da Praia, na Ilha de Santiago, a mais antiga agência ultramarina aberta pelo Banco, onde circulou também a primeira emissão, impressa em réis, do BNU.
A crise financeira que se fez sentir na Banca no primeiro semestre de 1876 afetaria gravemente os planos do BNU e, em 1879, com problemas de tesouraria, recorre ao crédito do Estado, que teria como destino obrigatório o Ultramar. 
O fundador do BNU viria a falecer em março de 1888, seguindo-se-lhe Manuel Sarmento Ottolini.
Um grupo de representantes, da classe agrícola e mercantil de Cabo Verde (colonos que há muitos anos ali trabalhavam) pedia, entretanto, ajuda a Lisboa e ao Porto, às respetivas Associações Comerciais, para que os privilégios concedidos ao Banco fossem prorrogados até 1900. Era reconhecida uma deficiente rede de comunicações entre Ilhas que dificultava a real avaliação dos problemas sociais e económicos, ainda que na década de 80 o Banco tentasse minorar a atrofia da agricultura e do comércio do Arquipélago.
O governador-geral de então, Brandão de Melo, face à nulidade de condições de progresso em Cabo Verde e também à firme vontade governamental de pôr fim aos privilégios do BNU, validando o caminho da “liberdade bancária”, já requerida por outras províncias, chegaria a propor o fim de qualquer vínculo entre o Estado e o Banco. Isso não aconteceria em virtude da Carta de Lei de 27 de julho de 1893 que conservava, ainda que com alterações, as regalias do Banco até 1900, Mas essa mesma Carta de Lei visava a definição do regime bancário para as províncias ultramarinas, pelo que foi efetuado um inquérito no sentido de se apurar qual o regime bancário mais conveniente. Entre outros, Silva Canedo, face às limitações de Cabo Verde, evidenciou a necessidade da manutenção dos privilégios, pelo menos em parte.
A prorrogação desses privilégios viria a ter mais uma aprovação em Abril de 1901, pela Carta de Lei de então, sendo que esta surgiria como o primeiro diploma que a Legislação Portuguesa conheceu com esta especificidade. Neste novo Regime bancário qualquer banco, em condições de o fazer, poderia concorrer para ser emissor.
A Ottolini sucedeu, em 1893, Eduardo Silva e Cunha, 3º Governador do BNU, em exercício durante os 18 anos seguintes.
No decurso daquela governação, em 1894, abria a Agência em São Vicente, e só muito mais tarde, em junho de 1948, a Agência na Ilha do Sal.
Cabo Verde permaneceu uma colónia portuguesa desde o Séc XV até à sua independência em 1975.
A intervenção da Caixa Geral de Depósitos viria a sentir-se no Arquipélago, a partir de fevereiro de 1998, com a inauguração de uma sucursal que era convertida, em de julho do ano seguinte, no Banco Interatlântico, ficando a CGD com 70% do capital social e os restantes 30% distribuídos por empresários e empresas da ilha.
Em Setembro de 1993 nascia o BCA, Banco Comercial do Atlântico, que abria as suas portas como consequência da separação das áreas comerciais e de supervisão, até então e desde setembro de 1975, do Banco de Cabo Verde que passou a Banco Central.
A Caixa Geral de Depósitos assumiria o seu lugar de parceiro estratégico em fevereiro de 2000, detendo 52,5% com o Banco Interatlântico.
Com o intuito de alargar a sua Rede de Mediatecas do Exterior e expressar de forma inequívoca a sua responsabilidade social, contribuindo para o desenvolvimento integral do povo cabo-verdiano, a CGD abriu a sua 1ª Mediateca na cidade da Praia em 07.06.2004, seguindo-se a do Mindelo em 12.12.2005 e Espargos em 29.09.2011.
A Mediateca da Praia fez recentemente 8 anos de existência, continuando a disponibilizar um vasto conjunto de suportes de informação, indispensáveis ao crescimento do povo da “terra da Morabeza”.

Gabinete do Património Histórico da Caixa Geral de Depósitos
Filomena Rosa
Setembro de 2013

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

RECORDANDO MOÇAMBIQUE


Já lá vão dez anos, – como o tempo passa – que escrevi umas “larachas” acerca da Associação dos Empregados do B.N.U., em Lourenço Marques, ainda o boletim da A.A.E.B.N.U. era uma simples folha de couve fotocopiada a preto-e-branco.

Há dias, mexendo em papelada antiga, fui desencantar estas relíquias que me suscitaram o acrescento de mais estas lembranças.
Como reza a história, o B.N.U. chegou a terras dos Mpfumos (rebaptizada pelos portugueses Lourenço Marques) corria o ano de 1877.É curioso referir que 22 anos depois ainda continuava sendo o único banco português, actuando em concorrência com o The Bank of Africa Limited, o Standard Bank,e o African Bank Corporation Ltd.

Festa de Natal
O tempo continuou rolando e, no ano do seu centenário (1964), o B.N.U inaugurava a sua nova Filial na cidade de Lourenço Marques, reservando no novo edifício um espaço destinado exclusivamente à criação de um centro lúdico para uso do seu pessoal.
Com o apoio da Direcção do banco em Moçambique nasce, nesse ano, a Associação dos Empregados do Banco Nacional Ultramarino que, com invulgar dinamismo se desdobrou por inúmeras actividades não só culturais como, também, desportivas. Dotada de biblioteca e discoteca próprias, desenvolveu acções culturais que iam da projecção de filmes em 16mm à divulgação da música de jaz. Com um agrupamento coral e um conjunto de música ligeira, ensaiou passos no teatro, mormente infantil que chegou a actuar numa das festas de Natal. Maior projecção sem dúvida se alcançou no campo desportivo, com a organização de competições desportivas interbancárias. Para remate e porque os últimos serão sempre os primeiros, organizou Ralis Internacionais a que o nosso Banco deu especial apoio dada a projecção que tais eventos desportivos vieram a alcançar. Ficará inesquecível esta nossa Associação (mais conhecida por Centro Lúdico) assim como serão sempre recordados os ´muitos colegas que, desinteressadamente, deram à Associação o melhor do seu dinamismo que, por motivos óbvios não são nomeados nesta curta invocação para se evitarem indesculpáveis esquecimentos
Troféu dos jogos interbancários
              Rio de Mouro, Maio de 2013   
MAIA PEREIRA   


 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

CARLOS DUARTE


Carlos Jorge da Cruz Duarte, nasceu no dia 13 de Maio de 1933, na freguesia de Tamengos, concelho de Anadia.
Entrou no Banco Nacional Ultramarino no dia 23 de Maio de 1955, na agência da Covilhã, onde esteve durante dois anos, decorridos os quais foi trabalhar para a secção de “Letras a Pagar” na  sede da Rua Augusta em Lisboa. Passados três anos, foi para a Secretaria Geral onde esteve cerca de 4 anos. Depois foi secretário do governador  durante cinco anos.
Em 1978 foi para a Departamento Operacional da Região Norte, que depois foi transformado em Departamento Operacional da Região Centro.
Em 1983 foi para Macau onde esteve durante 6 anos, como subdiretor geral, sendo diretor geral o Sr. Dr. Edmundo Rocha.
Voltou para Portugal, para o departamento Operacional da Região Centro, como diretor, sendo diretor coordenador o Sr. Dr. Moreira de Campos.

Em 1993, estando a trabalhar na Av. 5 de Outubro, reformou-se.

Gostou de trabalhar no BNU, que considera uma verdadeira escola, onde aprendeu muito. Acha que o nosso banco era excecional no retalho, “tinha muito bons empregados que sabiam tratar os clientes de uma maneira muito pessoal. Foi pena que o Banco tivesse deixado de existir”. Considera que o pessoal do BNU transmitiu à CGD conhecimentos que esta não tinha do comércio bancário do retalho. “O Banco nunca conseguiu recuperar da perda das colónias, donde vinha um terço dos seus lucros”. Confirmou quando era secretário do governador  que o Banco conseguiu não só trazer os lucros para Portugal como também as reservas de ouro, “que depois tivemos de devolver ao Banco de Moçambique. Foi o Agostinho dos Santos que foi levar as reservas de ouro ao aeroporto.”   
O BNU “era um banco rentável, era bem gerido, tinha bons gerentes e sabia acumular a juventude com os indivíduos mais velhos que lhes ensinavam a tratar os aspetos comerciais de uma forma muito profissional”. Considera que o BNU – Macau também beneficiou da experiência dos empregados do BNU que iam daqui.  
É casado com a Drª Zélia, professora de matemática, pessoa muito culta, simpática e sempre prestável para os eventos dos colegas.
O Sr. Carlos Duarte tem acompanhado a vida dos antigos colegas, não falta aos encontros e torneios do grupo do ténis do BNU e faz parte dos corpos sociais da Associação dos Antigos Empregados do Banco Nacional Ultramarino.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

ADMINISTRAÇÃO DE BENS - NATAL - 2013

Os colegas do Banco Nacional Ultramarino que trabalharam na Administração de Bens / Procuradoria, persistem nos seus almoços no Restaurante da Ti Lurdes, ao Campo Pequeno, às quintas-feiras.
Nesta Quinta-Feira, 19 de Dezembro, o almoço foi de NATAL, com champanhe e votos de boas festas.
Estão todos bem. É o que interessa. Falou-se das nossas vidas de reformados, dos filhos, dos netos e doutras coisas. Crise e futebol. Sporting à frente, no Natal...



bacalhau à Gomes de Sá

mão de vaca com grão

Os chefes - Sr. Patrício e Sr. Araújo

1º da esquerda - Sr. Castro- em representação do irmão Dr. Castro,
que não podia estar presente.

Maria Edite, Sardinha e Dr. José Marques

Edite e marido José João Inácio (Sr. Leitão Silva a filmar)
Edite (a mandar mensagem) João Diogo Sardinha Silva (em pose)
e Dr. José Marques (tentando comer uma garfada)

Sardinha e Dr. Marques, sérios de mais e D. Manuela satisfeita 

Carlos Alberto Bernardo e Matos de Carvalho

Américo Santos e Amílcar Leitão Silva (gerente de agência BNU)

Maria Alice e Manuela

Sr. Lima e Maria Alice

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

NATAL - Ténis


O grupo do ténis continua a aproveitar todas as ocasiões para um encontro.
Mais um Natal no restaurante da companhia das Lezírias, perto de Porto Alto, no ambiente dos cavalos lusitanos, com muito verde à nossa volta, muito espaço.
Outra vez a boa disposição e as recordações.
Estamos bem. Ninguém se lembrou dos cortes nas reformas.
A amizade e a lembrança das nossas vivência profissionais é que estiveram presentes.