quinta-feira, 27 de maio de 2010

ALMOÇO DOS BLOGUISTAS

Então lá fomos nós ao almoço no restaurante Palmeira, mesmo ao lado da entrada do Metro na Rua do Crucifixo.
Olhá o Monteiro, há que tempos que não te via! Estás igual...
Olha a Manuela. Agora nem a conhecia... Continua bonita...
É para isto que servem estes encontros.
Tirámos fotografias.





Eu bem queria ficar numa foto, mas ficavam todas tremidas. A melhor foi esta.


Fiz uns filmes óptimos, porque neles podemos ver as pessoas a falar.
É para isto que servem os blogs. Para nos encontramos e para cultivarmos a boa harmonia e o convívio.
Ora vejam.

O Matos teve a ideia do almoço e fala-nos do sentido destes encontros


O Araujo organizou tudo e é um óptimo compincha!


O Trindade mostra a sua boa disposição.


O Laia não se ouvia muito bem por causa do barulho no restaurante.


A Manuela Perinhas sempre em forma.


Lobão e Leiva, sempre prontos para o melhor da vida que é a amizade.


A Manuela Lopes, sempre bem disposta


Lino Paiva. Apegado aos amigos, compareceu disse o que lhe vai na alma.


Monteiro, compareceu e fez boa companhia, como ele sabe.


Fernando Miguel marcou presença e amizade.



Antunes da Silva, veio do Montijo com a sua boa disposição.


A filha da Manuela Lopes trouxe boa disposição.


A sobrinha da Manuela está de passagem por Portugal.


O Rodrigues também fez boa companhia


O Zé Manuel, o que já é avô..., lá esteve com a sua boa disposição.


Pinto Pedro, acompanhou a animação.




No final e a caminho do transporte no Rossio, ainda deu para ir à jinjinha

segunda-feira, 17 de maio de 2010

UNIÃO de LEIRIA FUNDADA POR COLEGAS DO BNU



Na Primavera de 1966 um grupo de funcionários do Banco Nacional Ultramarino tomou a iniciativa de formar uma colectividade que, no campo desportivo, pudesse representar Leiria com aquela dignidade, que não só o nome da cidade como até as suas instalações desportivas impunham.
E assim, a 6 de Junho de 1966, data da aprovação dos Estatutos pelas entidades governamentais, nasceu oficialmente a União Desportiva de Leiria (UDL).
Estreou-se na época de 1966/67. Na época seguinte 1967/68, conquistou o titulo distrital,  atingindo-se em 1969/70 a subida à 2ª Divisão Nacional. A primeira participação do clube no Campeonato Nacional da Primeira Divisão aconteceu em 1979/80. A melhor classificação alcançada pela União de Leira até à data na 1.ª Divisão Nacional foi o 5.º lugar das épocas 2000/01 e 2002/03, equipas orientadas por Vitor Manuel e Manuel José respectivamente.
Na temporada de 2002/2003 a UDL conquistou o momento mais alto da sua história, ao atingir a final da Taça de Portugal, saindo a equipa de Manuel Cajuda derrotada pelo FC Porto de Mourinho por 1-0.



BNU - Leiria
Adriano Lopes dos Santos, funcionário do BNU, foi o seu sócio nº 1. Natural da Caranguejeira, foi funcionário durante 40 anos do Banco Nacional Ultramarino, onde 'viria a nascer' a União de Leiria no ano de 1966.
Durante muito tempo foi um representante em França do BNU.
Foi também um dos impulsionadores do orfeão de Leiria e do Grupo Coral do BNU naquela cidade.O nosso colega Adriano Lopes dos Santos era um Homem Bom e estava ligado a muitas outras causas sociais e culturais na sua terra. Era também,há muitos anos, membro dos corpos sociais da Associação dos Antigos Empregados do BNU para onde angariou muitos sócios.
Faleceu no dia 5 de Fevereiro de 2012, com 85 anos.
No seu funeral, teve o seu grupo coral "Cantabilis" a prestar-lhe uma muito merecida homenagem

Receba-o o Padre Eterno no seu seio,
Misterioso lar
Que ali repouse pois vai desfeito
Do duro lutar.

CENTENÁRIO do BNU

No Dia 16 de Maio de 1964 comemorou-se o centenário da fundação do Banco Nacional Ultramarino.
Eu ainda não estava no Banco, mas consultei os jornais da época e deles ressalta a importância que foi dada às comemorações.



Além das obras na sede da Rua Augusta, que apareceram em todo o seu explendor nesse dia, foi emitida uma série de selos de correio comemorativa do evento e os jornais no dia 17 de Maio de 1964, faz hoje precisamente 46 anos fizeram eco da importância dessas comemorações, noticiando os actos do dia anterior.

O Diário de Notícias que consultei na Biblioteca Nacional, tem várias páginas a noticiar o evento, transcrevendo os discursos que foram proferidos na Sociedade de Geografia na ocasião. Traz também uma foto do Presidente, Américo Tomás, a colocar a condecoração da ordem do império no estandarte do BNU. O jornal está digitalizado e a foto está quase imperceptível. Por isso não pedi cópia.

clicar para ampliar

O Diário de Lisboa tem o resumo mais pequeno e bem elaborado dos diários que eu encontrei.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

PAPA EM LISBOA



No dia 12 de Maio de 1982, estava eu no Secretariado Geral, com o Dr. Herlander Machado a Director, quando veio a Portugal pela primeira vez, João Paulo II.
Lembro-me que ele fez um périplo pela cidade e, vindo do Terreiro do Paço, entrou pelo arco, na Rua Augusta e virou à direita na Rua do Comércio. Estavamos todos nas varandas do 1º andar a saudar o Papa que também nos acenou ou benzeu do seu carro aberto.
Ainda não havia pap-movel fechado como agora, talvez porque também não havia esta fobia que agora existe, que vê terrorismo em todo o lado. Se calhar há razão para isso, não sei.



Pois este ano, desdizendo os que não gostam do Bento XVI, a recepção não foi inferior à de 1982. Acho eu.




Na missa do Terreiro do Paço, foi uma loucura de manifestação e penso que o Papa esteve à altura.



Eu não podia faltar para tirar umas fotos e fazer umas imagens



da nossa baixa, apanhando o nosso arco e um recanto da nossa sede





e apanhando também pessoas, que é o mais importante.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

RUA AUGUSTA - medalhões à vista




Olha, a Câmara retirou as placas que escondiam os medalhões do Banco Nacional Ultramarino.
Estes medalhões que reproduzem o logotipo do BNU foram colocados em cada um dos oitos cantos do edifício, para a inauguração da nova sede em Maio de 1964 e são um complemento dos relevos da fachada principal.
A sua perfeição e a conservação que mantêm são dignas dum escultor como Leopoldo de Almeida.



Era uma pena que não ficassem à vista de todos.
Parabéns a quem, na Câmara Municipal de Lisboa, promoveu esta acção.
Espero que um dia destes, numa das visitas à baixa pombalina com o meu grupo de história de arte, o professor tenha oportunidade de fazer ressaltar o valor destas preciosidades que estão à vista de todos, como aliás estão muitas preciosidades arquitectónicas e escultóricas em toda a baixa pombalina.
É assim que promovemos os valores que temos: mostrando-os.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

RUA AUGUSTA

No dia 16 de Maio de 1964, centenário da fundação do Banco Nacional Ultramarino, foi feita a solene inauguração da nova sede do BNU, na Rua Augusta.

A nova sede apresentava espaços únicos na Europa, como é o caso dos cofres, que já aqui referimos, o balcão a toda a volta do rés-do-chão, com várias entradas nas quatro ruas que ladeavam o edifício, A nova entrada, monumental da Rua Augusta.

Para a sala de reuniões da administração, o pintor Martins Barata Castelo de Vide 07.03.1899 - Lisboa 15.05.1970), pintou a obra "O Fomento Ultramarino e a Metrópole", dominada por um sol que erradia como símbolo da vida e uma figura de Mercúrio, deus do comércio e dos viajantes, que voa sobre a caravela, simbolizando a acção do BNU.


Para a nova fachada da Rua Augusta, o escultor Leopoldo de Almeida, fez duas obras de arte primorosas, em relevo, que ali se mantêm e que dificilmente serão dali removidas, penso eu.


O da direita não necessita comentários. É o logotipo do nosso banco.



O da esquerda, representa a expansão do BNU, com o escudo de Portugal ao centro e, à volta, os escudos de armas das províncias ultramarinas portuguesas, onde o BNU estava implantado e era emissor - todas menos Angola.
Os escudos destas províncias apresentam todos o escudo português do lado esquerdo, a ondulação marítima em baixo e as armas da província do lado direito.

escudo das armas de Timor Português

Escudo das armas de Macau Português

Escudos de São Tomé e Príncipe

Escudo das armas de Cabo Verde Português

Escudo das armas da Índia Portuguesa

Escudo das armas de Moçambique Português

Escudo das armas da Guiné Portuguesa

RUA AUGUSTA - Nova sede

Maio está ligado à fundação do BNU e está ligado intimamente à instituição da nova sede do Banco na Rua Augusta, 24.
É que aquilo que nos habituamos a ver como a sede da Rua Augusta, só em Maio de 1964 teve a sua concretização, embora logo em 1867, portanto 3 anos depois da fundação do BNU a sede se tivesse transferido para a Baixa Pombalina.

Em 23 de Novembro de 1866, o BNU comprou o primeiro edifício que viria a pertencer à futura sede da Rua Augusta.

Primeiro edifício do BNU na Baixa Pombalina, na Rua Nova d'El Rey (rua do Comércio) tornejando para a Rua Bella da Rainha (Rua da Prata)

Começava assim a escritura:

"Saibam quantos esta escriptura de venda, quitação e obrigação virem que no anno do nascimento de Nosso Senhor Jesus Christo de mil oitocentos sessenta e seis aos vinte e três dias do mez de Novembro nesta cidade de Lisboa na Rua Augusta, nº 28 – 1º andar no meu escriptório, compareceram de uma parte o Ilust. José Carlos Mardel Louceira, casado, proprietário, na qualidade de procurador de Sr. Conde de Óbidos e de Sabugal… e de outra parte o Ill. Francisco d’Oliveira Chamiço, Negociante, na qualidade de governador do Banco Nacional Ultramarino… Disse que o seu constituinte é senhor e proprietário e possuidor de uma propriedade de casas composta de lojas, três andares e portadas, situadas na Rua Nova d’El Rei, nºs sessenta e seis a setenta e quatro, sendo o numero setenta sito na parte de arcada, com frente para a Rua Bella da Rainha, números vinte a trinta e seis e sequencia de S. Julião... Pela quantia de vinte e cinco contos e oitocentos mil reis



Depois da República, a Rua Nova d’El Rey passou a Rua do Comércio,


e a Rua Bella da Rainha passou a Rua da Prata.
A Rua de de S. Julião manteve o nome.



A Rua Nova d'El Rey tinha uma arcada… Talvez a actual porta nº 84

Sabemos que a sede do Loreto foi trespassada em 1867, portanto em 1867 já a sede do Banco Nacional Ultramarino estava na Rua do Comércio.

Pelos documentos existentes na Câmara Municipal de Lisboa, podemos seguir a evolução do prédio, até chegar ao que se consolidou como sede da Rua Augusta.

1889 - a direcção do B.N.U. pretende fazer alterações o edifício do referido Banco, situado na R. de El'Rei nº 74;
1906 - a Direcção do B.N.U. apresenta projecto para alterações na propriedade situada na R. de El'Rei nº 74 a 78, tornejando para a R. Bella da Rainha;
1918-a Direcção deseja construir um edifício destinado à sede do mesmo Banco no seu prédio antigo e outros que adquiriu na R. do Comércio, nºs 74 a 86, R. da Prata, nºs 23 a 43 e S.Julião nºs 79 a 103.Construção subterrânea de casas fortes em todo o perímetro do novo edifício;
1920- demolição total das divisões internas e da reconstrução em cimento armado dos pavimentos e pilares, escadas e vigas.As fachadas foram mantidas no seu aspecto pombalino;
1923- é construído mais um andar em mansarda pombalina no edifício da sede na R. do Comércio, com frente também para a R. da Prata, de S.Julião e R. Augusta;
1928- com sede na R. do Comércio, nºs 66 a 102, pede averbamento dos prédios que foram anexados à sua sede da R. de S.Julião, R. da Prata, R.Augusta e R. do Comércio, formando uma só propriedade. R. da Prata,nºs 23 a 43.R. Augusta nºs 18 a 28. R. do Comércio nºs 66 a 102. e R. de S.Julião 79 a 103;
1930- Alterações ao projecto do edificio da sua sede na R. do Comércio:supressão da mansarda geral,tendo-se feito apenas uma parcela da mesma na parte central do quarteirão da R. Augusta e internamente a deslocação de portas,construção de marquises no pátio,sendo um de ligação no piso do 2º andar, uma torre para o monta-cargas,deslocação da cúpula envidraçada do hall do piso do 4º andar para o 2º,casa das caldeiras para o aquecimento;
1942- Modificações no 3º andar, na R. do Comércio nº 94;
1950- Lavrada a escritura de compra ( no livro B-97 a fls 1 do Notário de Silva Palhinha, Lisboa), pelo Banco Nacional Ultramarino dos prédios descritos sob os números 18, 19 e 60, respectivamente, a que correspondiam os números da R. Augusta 30 e 38 e da R. de S.Julião 105 a 115, à Caixa Geral de Depósitos, Crédito e Previdência, ficando desta forma o BNU proprietário da superfície que abrange o actual quarteirão;
1952 - Luis Cristino da Silva apresenta um projecto de remodelação e ampliação do edifício da sede do Banco localizado na R.Augusta, R. da Prata, do Comércio e S.Julião e introduzir uma modificação na cercia.
1955- Um novo projecto é apresentado substituindo o anteriormente aprovado pela Câmara Municipal de Lisboa, com alterações na cave através da construção de três casas fortes, respectivo acesso independente e um caminho de ronda destinado ao seu isolamento e protecção. No rés-do-chão,localizar a entrada principal do público no lado da R.Augusta,criando-se um espaço vestíbulo onde se desenvolveriam as escadas privativas da Administração e de acesso às casas fortes de aluguer.No 1º,2º e 3º andar os serviços administrativos.No 4º andar a construção de um andar em mansarda e a construção de um último piso integrado na espessura da cobertura, sendo esta constituída por um telhado de tipo mansarda e por uma laje de betão armado;
1955- pedido de licença para a construção de mais um andar em mansarda e duma nova cobertura,parte em terraço sobre o edifício existente e da reconstrução do edifício adquirido pelo Banco do lado da R.Augusta e da parte do edifício existente sendo demolidos e reconstruídos totalmente desde as fundações, aproveitando-se apenas as paredes mestras abaixo do nível do rés-do-chão;
1957- Projecto final, que viria a ser executado nos anos seguintes;
1963 - Revisão do desenho do pórtico; estudo dos detalhes para os balcões do piso térreo;
1964- Daciano da Costa assina o projecto de arquitectura de interiores e mobiliário para a sala de jantar da administração, bem como assentos para zonas públicas.Jaime Martins Barata pinta " O fomento Ultramarino", mural da sala de reuniões da Administração. Novas instalações inauguradas em 16 de Maio, ano do 1º centenário do Banco. Na remodelação do edifício teve acção relevante o Dr. Luís Pereira Coutinho, administrador do Pelouro das Obras. Em sua homenagem o Conselho de Administração deu o seu nome a uma das salas.