quinta-feira, 1 de abril de 2010

Sr. AGOSTINHO DOS SANTOS


O Sr. Agostinho dos Santos foi um dos directores que marcou a vida da sede do BNU em Lisboa.
Esteve sempre ligado ao Departamento de Operações com o Estrangeiro ou Departamento Internacional.
Quando eu entrei no Banco, em 1974, no Serviço de câmbios, estavam nesse departamento, no rés-do-chão, o Paulino, o Freitas Alves, o Avó Martins, o Pincho, o Luis Cruz, o Pereira Nunes, o Leitão, o Tiago, o Catarino, o Azevedo, o João Rebotim, o Fernando Miguel e outros que ainda hei-de citar. Na direcção, o Sr. Mesquita da Cunha e o Sr. Agostinho dos Santos.
O Tiago era explorador de abelhas para o mel. Dizia ele que andava a estudar uma forma de fazer uma exploração mais intensiva das abelhas. Ninguém podia levar a mal pelo facto de ele ser contra a exploração do homem pelo homem e querer explorar as abelhas que não pertenciam à espécie humana. Então a ideia dele era cruzar abelhas com pirilampos para trabalharem de dia e de noite. Eu depois saí da repartição e nunca cheguei a saber que fim teve a experiência.
O Sr. Tiago já morreu. Sit ejus terra levis = que a terra lhe seja leve.

O Sr. Luis Cruz encontrei-o, há dias na Assembleia dos empregados do BNU. Está óptimo.
Olha só...



Está também óptimo o Sr. Agostinho dos Santos.
A impressão que eu tenho do Sr. Agostinho dos Santos, enquanto director, é a de um homem com muito boa formação, sempre com uma palavra agradável.
Esteve a fazer-me um resumo da sua vida no BNU.

Lá vão as imagens.

terça-feira, 30 de março de 2010

Sr. BARBOSA - BNU Cabo Verde

Escudo de Cabo Verde Português

Trabalhei num departamento do Banco Nacional Ultramarino, na sede, com o sr. João Gomes Barbosa Júnior, que tinha vindo do BNU - Cabo Verde.
Criámos uma relação muito boa e já depois de eu ter saído daquele departamento, conheci a sua mulher e a sua filha.
Em 1974, o BNU tinha a agência da Praia, que era a mais importante e antiga, que tinha sido aberta em 1865, a agência de S. Vicente aberta em 1894, e a Delegação do Sal, aberta em 1948, além de correspondências em todas as sedes dos concelhos.



O Sr. Barbosa, quando se deu a revolução do 25 de Abril, era o gerente da Praia e, segundo parece, tinha preponderância sobre os outros gerentes de Cabo Verde, sendo um "gerente geral" de toda a província. Não sei se isto estará correcto em termos de organigrama do Banco para Cabo Verde, àquela data.
Seja como for, o Sr. Barbosa veio para Portugal, com a família logo a seguir ao 25 de Abril. Ele foi um dos colegas das delegações ultramarinas que nunca obteve colocação consentânea com a sua capacidade e experiência, quando regressou a Portugal.
Nasceu em S. Vicente, em 30.7. 1922. Tirou o curso de Altos Estudos Ultramarinos no que é actualmente o Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
Pertencia a uma família antiga de Cabo Verde, descendente de João Gomes Barbosa, nascido em 8.3.1802, que foi comandante do forte de D. Pedro na ilha do Fogo e que faleceu em 12.03.1864.
O Sr. Barbosa punha no fim do seu nome o "Junior" precisamente para não se confundir com este antepassado e com outros que tinham tido também o mesmo nome.
Era um homem bom. Faleceu em 3.04.2002. Como diziam os latinos "sit eius terra levis". "Requiescat in pace". = Que a terra lhe seja leve. Descanse em paz.

No dia 1 de Julho de 1976, já o sr. Barbosa não estava em Cabo Verde, com a transferência do activo e do passivo dos Departamentos do Banco Nacional Ultramarino e do Banco de Fomento Nacional em Cabo Verde, o Banco de Cabo Verde deu início às suas actividades sucedendo em linha directa a todas as funções que tinha em Cabo Verde o Banco Nacional Ultramarino.


Sr. Barbosa, com os Pais e as irmãs

Encontrei esta foto do Sr. Barbosa, rapaz novo. Não está muito boa, mas dá para perceber que é ele. Sei que deixou dois filhos, o Pedro, doutor em História e a Teresa, professora, e dois netos, o João Pedro nascido em 1979 e a Maria João nascida em 1983.

domingo, 28 de março de 2010

ASSEMBLEIA da ASSOCIAÇÃO



Então, lá estivemos na Assembleia da Associação dos Antigos Empregados do Banco Nacional Ultramarino.
A afluência foi boa. A sala estava cheia. Presidiu o Dr. Martins Borrego, que conduziu os trabalhos como só ele sabe fazer. Esteve ladeado pelo Sr. Agostinho dos Santos, o Sr. Dr. Isaias Gomes dos Santos e pelo Sr. Arrais.



O Presidente da Direcção, Sr. Ribeiro Gonçalves, fez uma breve introdução a que se seguiu a exposição do Conselho Fiscal sobre as contas e sobre o orçamento e programa para o presente ano.



Foram aprovadas as contas e o programa e orçamento para o presente ano e foi ainda aprovado um voto de louvor aos órgãos sociais da Associação.

O Sr. carvalho fez a proposta de louvor que foi aprovada por unanimidade e aclamação.


O Dr. Martins Borrega falou sobre este blog e falámos sobre a disponibilidade (que é total e que foi para isso que ele nasceu) deste blog para publicar artigos, histórias, fotos, vídeos que os colegas queiram fazer. Basta enviar para o e-mail que está identificado logo abaixo do título do blog.

Seguiu-se à assembleia um lanche e convívio, onde todos fomos devidamente fotografados. Só que eu fiz vídeos e então vou colocar aqui os vídeos. Tem a vantagem de vermos como são as pessoas a falar e a movimentar-se.
Então vejam.

Começamos com a apreciação final que o presidente fez desta assembleia



Continuamos com dois rivais da 2ª circular...



A Belmira estava nos Câmbios quando eu entrei para o BNU



O Dr. Armindo fala da sua experiência internacional



O Sr. Carvalho diz que gostou



O Sr. Luis Fernandes marcou presença



O Sr. Agostinho dos Santos comeu o seu bolinho e cavaqueou



A D. Carolina lá esteve



O Sr. Dr. Gomes dos Santos explica o seu parecer à colega dos Açores



E continuamos



E falamos



E mais conversa

quinta-feira, 25 de março de 2010

Sr. DENGUCHO - ÚLTIMO GRANDE DIRECTOR DE MACAU



Abílio do Nascimento Martins Dengucho, nasceu em 17 de Maio de 1939 em Torre de Moncorvo, onde tem residência e é especialmente estimado como um dos filhos ilustres da terra.
Entrou no BNU em Lourenço Marques em Janeiro de 1957.
Foi para Macau em Abril de 1977.
O governador português do território pretendia criar um banco central em Macau, encerrando o Departamento local do BNU.
A ida do Sr. Dengucho para Macau destinou-se a defender as posições e interesses do BNU nesse projecto.

Com o Governador Português de Macau, Carlos Ascensão

O projecto acabou por não se concretizar, mas foi reconhecida a necessidade de alterar o sistema de emissão monetária, pondo em prática a autonomia financeira que o Estatuto de Macau tinha definido no ano anterior.
Estas alterações criariam no BNU a necessidade de se reorganizar a adaptar-se ao novo perfil das funções que veio a assumir em conjunto com o Banco da China.

Na Assembleia Nacional Popular em Pequim

O Sr. Dengucho, que já tinha tido um papel essencial e tinha demonstrado capacidade extraordinária na defesa dos interesses do BNU, na transferência dos diversos departamentos ultramarinos para os novos países nascidos da revolução de Abril, tinha a sua permanência em Macau prevista para 9 meses, acabou por ficar 18 anos.
Foi ele que dirigiu o BNU de Macau desde 1977 até praticamente 1995, data da sua aposentação.


Inauguração de agência do BNU em Zuhai, China

A este grande director se deve a actual permanência e papel preponderante que ainda conserva o BNU em Macau. À sua acção e dinamismo se deve igualmente a expansão do BNU naquela zona chinesa, abrindo novas agências tanto no território macaense como já dentro da China.

Inauguração de agência do BNU em Macau

Recordo-me que, durante a sua direcção do BNU Macau, acompanhou a Portugal uma delegação chinesa e pelo menos um grande jornal português que noticiou o acontecimento, dizia que a parte portuguesa era representada pelo sr. Deng Hucho. Fazia sentido. Quem não o conhecesse pensava que era mais um chinês.
Olá Sr. Dengucho, lá por trás dos montes, como é que tem passado?

Nota de Macau assinada pelo Sr. Dengucho, como Director Geral do BNU

terça-feira, 23 de março de 2010

BNU - Moçambique

Sede do BNU em Lourenço Marques em 1974

O Banco Nacional Ultramarino atingiu a sua máxima força em Moçambique, permanecendo como banco emissor e primeiro banco comercial daquele vasto território desde 1868 até 1975, data em que a parte moçambicana foi transformada em Banco de Moçambique.
Actualmente sede do Banco de Moçambique

Quando foram feitos os acordos de transferência dos activos do BNU para o Banco de Moçambique ficou assente que viriam para Portugal, onde seriam integrados nos quadros do BNU, 980 trabalhadores do BNU Moçambique, em tranches de 200 por ano.
Afinal só vieram 580 porque 400 desses trabalhadores optaram por ficar em Moçambique.
Em 1978 ficou completa a integração dos trabalhadores de Moçambique no BNU europeu.
Eram colegas com preparação bancária e que tiveram de se sujeitar a lugares muitas vezes pouco consentâneos com a sua competência.
Mas o que sobretudo se fez imediatamente notar foi o afluxo de raparigas e mulheres bonitas ao BNU.
Em Portugal (europeu) o BNU (como em geral, os outros bancos)era um banco antigo e tradicionalista, em que as mulheres ainda não tinham papel preponderante. Mas isso mudou com a vinda do pessoal de Moçambique.
Rapidamente o BNU passou a ser o Banco com mais bonitas mulheres da baixa pombalina.

A Irene veio de Moçambique. Olá Irene!



A Anita Vera Cruz veio de Moçambique. Está no filme, de há vinte anos, com a Drª Lemos Viana, o Alexandre Dias e o Moura de Figueiredo.
Telefonou-me há dias e estava toda orgulhosa das suas três filhas. A do meio está casada com o Carvalho da Silva, presidente da CGTP.

domingo, 21 de março de 2010

BNU - O CONQUISTADOR PORTUGUÊS

BNU Luanda

No seu livro “D. João VI no Brasil”, Oliveira Lima diz que o Império de D. João compreendia o território europeu de Portugal, os arquipélagos dos Açores e da Madeira, as vastidões do Brasil e os domínios da Ásia e na África.
Na Ásia, a parte oriental da ilha de Timor, Macau e Goa, Damão e Diu.
BNU S. Tomé


Na África, o arquipélago de Cabo Verde e o de S. Tomé e Príncipe.
No resto de África as possessões portuguesas não passavam de enclaves alguns deles diminutos como a fortaleza de S. João Batista de Ajudá.
Na Guiné, a presença portuguesa reduzia-se a Bissau (não chegava a cem casas, a maioria palhotas), Cacheu e alguns entrepostos.

Em Angola, o controle português restringia-se, no litoral, às áreas entre a foz do Rio Lifune e a boca do Cuanza e entre o Rio Quiteve e a cidade de Benguela e, ao Norte do Rio Zaire, o entreposto de Cabinda. Para o interior, o limite não estava determinado: avançava e recuava, conforme as circunstâncias, mas nunca iam além de 300 quilómetros.
BNU Lourenço Marques até 1958

No Índico, a ilha de Moçambique, Sofala, Quelimane, Inhambane, Lourenço Marques e mais algumas feitorias da costa, tinham de haver-se com sultões e xeques aguerridos.

Após a independência do Brasil, 1822, Lisboa passou a olhar para Angola, Moçambique e Guiné com outros olhos. E já no final do Século XIX procurou seriamente assenhorear-se daqueles amplos territórios.

BNU Timor

Neste propósito de tomada de posse efectiva dos territórios ultramarinos, o Banco Nacional Ultramarino teve o papel mais importante.
A história dos manuais escolares não nos fala do principal que está por trás de qualquer conquista ou grande empreendimento: o dinheiro. Com o dinheiro adquirem-se não só as armas, mas também se pagam os prés dos soldados, o rancho, as roupas, as casernas, sem o que ninguém faz nada.
Não esqueçamos que o BNU abriu dependências em Angola em 1865 e em Moçambique em 1868.



Consultemos a história da presença portuguesa nas possessões ultramarinas e vemos que a sua verdadeira "ocupação" e "pacificação" é feita precisamente depois do estabelecimento das sucursais do BNU nesses territórios.

BNU Beira

O BNU era o único banco nesses territórios.
Na história do BNU no ultramar, consta o financiamento de todas as acções não só de "pacificação" e "conquista", mas também a construção de estradas, pontes, caminhos de ferro, exploração agrícola, o comércio, o povoamento nesses territórios.
A chamada campanha de pacificação de Angola decorreu entre 1889 e 1891 e em Moçambique a guerra que acabou com prisão do imperador Gungunhana terminou em 1895. Em tudo está o BNU.

BNU Macau

Na Conferência de Berlim de 1884/1885 ficou decidido o novo direito colonial, segundo o qual a ocupação de um território substituía o direito histórico de descoberta. Portugal procurou formas de defender as suas colónias, mas isso tornava necessário avultados meios humanos, financeiros e tecnológicos para exploração daquele vasto e rico território.



Podemos dizer, sem margem para erro, que se não fossem os homens do BNU, que, qual novos conquistadores, se deslocaram para as sucursais no ultramar para apoiarem os portugueses, estes territórios não teriam qualquer hipótese de sobreviver como portugueses.
Para as explorações de Serpa Pinto e Hermenegildo Capelo em 1877 , O BNU dera instruções aos seus gerentes de Luanda e Moçambique e nas agências de Benguela, Moçâmedes, Lourenço Marques e Quelimane para colocarem à disposição dos exploradores todos os meios necessários para a realização da viagem. No relatório do BNU referente a 1877 Francisco Chamiço mostrava o seu empenhamento: "Brito Capelo, Serpa Pinto e Ivens foram os primeiros sacerdotes desta cruzada de civilização e patriotismo".

sexta-feira, 19 de março de 2010

ASSEMBLEIA GERAL


Está marcada a Assembleia Geral Ordinária da

para o dia 27 de Março de 2010, pelas 14 horas com a seguinte ordem de trabalhos:

Atenção que

EU VOU!