
Romeu Henrique Correia (1917-1996) nasceu e faleceu em Almada.
Trabalhou 35 anos no BNU.
É, sem dúvida, um dos mais ilustres empregados do Banco Nacional Ultramarino.
Começou como cobrador, pelas ruas de Lisboa, andanças que o inspiraram para as suas obras.
A sua obra está traduzida em numerosas línguas e tem sido objecto de teses académicas, em universidades portuguesas e estrangeiras.
Em 1962 e 1975, recebeu o prémio Casa da Imprensa; em 1984, o Prémio de Teatro 25 de Abril, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro; e em 1962 o Prémio da Crítica pela peça O Vagabundo das Mãos de Oiro.
Obras: Sábado sem Sol (contos, 1947), Trapo Azul (romance, 1948); Calamento (romance, 1950); Gandaia (romance, 1952); Casaco de Fogo (teatro, 1953); Desporto-Rei (romance, 1955); Céu da Minha Rua (Isaura) (teatro, 1955); Laurinda (teatro, 1956) Sol na Floresta (teatro, 1957); O Vagabundo das Mãos de Oiro (teatro, 1960); Bonecos de Luz (romance, 1961); Bocage (teatro, 1965); Jangada (teatro,1966); Amor de Perdição (teatro, 1966) 3 Peças de Romeu Correia: Laurinda, Sol na Floresta e Céu da minha rua (teatro, 1968); O Cravo Espanhol (1970); Roberta (1971); Francisco Stromp (biografia, 1973); José Bento Pessoa (biografia, 1974); Um Passo em Frente (contos, 1976), Os Tanoeiros (nova versão de Gandaia)(romance, 1976); Homens e Mulheres Vinculados às Terras de Almada – nas artes nas letras e nas ciências (história, 1978); As Quatro Estações (teatro, 1981) Jorge Vieira e o Futebol do seu tempo (biografia, 1981) Tempos Difíceis (teatro, 1982); O Tritão (romance, 1982),; Grito no Outono (teatro, 1982); O Andarilho das 7 Partidas (teatro, 1983); O 23 de Julho (narrativa, 1986) Portugueses na V Olimpíada (ensaio, 1988); Cais do Ginjal (novela, 1989); Palmatória (1995).
Em 1958, a sua peça Céu da Minha Rua foi transmitida pela RTP, com Amália Rodrigues no papel principal.
Em Almada é divinizado.
A prova disso é:

Escola Secundária Romeu Correia
Forum Municipal Romeu CorreiaLembro-me muito bem dele na sede do BNU, embora não tivesse privado com ele.
Quem o conheceu de perto, admira-o como um grande homem, humilde na sua vasta cultura e preparação literária.
O Sr. França foi um dos privilegiados que privaram com ele no BNU.
Diz o Sr. França que ele esteve sub-aproveitado no Banco até ao 25 de Abril, só porque ele não era da situação.
Quando veio a revolução, o Romeu Correia estava a contar cupões dos títulos na cave da sede. Depois do 25 de Abril, foi colocado em lugar mais condigno da sua categoria e terminou no Departamento de Inspecção, onde se reformou.
O Sr. França diz que costumava parar com ele no Salão Império, junto às escadinhas do elevador de Santa Justa e lhe ofereceu um livro que ainda guarda.